Preso no final da tarde de ontem, quarta-feira, 24, em Balneário Camboriú (SC), o empresário Anderson de Azevedo Salomão, 32 anos, chegou à Delegacia de Polícia Federal por volta das 17h05 desta quinta-feira.
Conforme o delegado Mauro Vinicius Soares de Morais, chefe da Polícia Federal (PF) em Passo Fundo, o mandado de prisão foi expedido depois de uma extensa investigação, que ouviu dezenas de vítimas. A ação mostra a resposta que a Polícia Federal quer dar à comunidade, disse. “A cidade de Passo Fundo diz `não` à criminalidade máxima e a PF está trabalhando nesse sentido, para atender a todas as necessidades da população”, destacou o delegado.
Perguntado sobre a coincidência de a prisão de Maurício Dal Agnol e Anderson de Azevedo Salomão acontecerem na mesma semana, o delegado disse que foi algo casual e não programado e é fruto do intenso trabalho de investigação da PF, e do Ministério Público. “Nossa primeira meta foi alcançada, que é tirar a liberdade de que ousou contra a comunidade de Passo Fundo de uma forma tão afrontadora, mas ainda falta recuperar os patrimônios das vítimas, que é o próximo passo. Nós dizemos não às práticas ilícitas. O único lugar para esses meliantes é o presídio” afirma o delegado Mauro.
Conforme o delegado Mário Vieira, também da PF, as investigações contra Salomão tiveram início a partir do Ministério Público, que requisitou um inquérito contra ele, em que foram desdobrados crimes na esfera estadual. “Temos hoje 15 processos em andamento contra Salomão, em que constam denúncias de golpes praticados como estelionato, ameaça a pessoas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsificação de documentos”, relatou o delegado.
Ainda de acordo com informações repassadas por Marcelo Pires, promotor de Justiça, a mãe de Anderson, Melani de Azevedo Salomão, também está sendo indiciada pelos mesmos crimes. “Os dois estão sendo investigados por estelionato e falsificação de documentos. As investigações vão seguir, pois existem outras pessoas também envolvidas nos crimes”, destaca o promotor.
Salomão começou a ser investigado depois que o MP denunciou o uso indevido de uma área pública, no ano de 2013. As pessoas que foram lesadas pelo empresário devem procurar o Ministério Público ou a Polícia Federal, portando os documentos.











