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Atividades na Praça Tamandaré lembram o Dia Mundial da Conscientização do Autismo

No início da tarde de quarta-feira, 2, dia mundial da conscientização do Autismo, a direção e os professores da Escola Municipal de Autistas Professora Olga Caetano Dias, representantes da Associação dos Amigos da Criança Autista) AUMA e da Associação dos Pais e Professores da Escola Municipal de Autistas Professora Olga Caetano Dias realizaram atividades e distribuição de material na Praça Tamandaré para esclarecer o que é o autismo e quais suas formas de tratamento. Além dos professores e representantes das duas associações, vários pais de crianças autistas compareceram com seus filhos ao local para levar a conscientização às pessoas que por ali passavam.

O dia 2 de abril foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo e a professora Tanise Donadussi, diretora da Escola Olga Caetano Dias, afirma que as mobilizações acontecem em todo o planeta, sempre com a cor azul. Ao seu ver hoje o Autismo é visto com certo desconhecimento pela maioria da população e não com preconceito. “Apesar disso, observamos que esse desconhecimento está diminuindo bastante com o passar dos anos, principalmente porque hoje existe muito mais acesso às informações”, afirma Tanise.

Para identificar uma criança autista, Tanise afirma que elas apresentam algumas características, principalmente com relação ao convívio em sociedade e à comunicação. “Uma criança na faixa etária de três anos, socializa com outras crianças, brinca, verbaliza o que está sentindo e o que está pensando. A criança com autismo apresenta dificuldade em todas essas questões. Mas são inúmeros fatores e sintomas que podem ser diagnosticados”, diz. O autismo não tem cura. O que existe é uma evolução nos quadros de tratamento e para isso é muito importante que a família procure sempre, desde cedo.

O vigilante Vitor da Silva, 33 anos, é pai de Vinícius, 7 anos, que é autista. Segundo Vitor, o mundo passa a ser visto de outra forma depois que se tem um filho autista. “Quando começamos a perceber que o Vinícius estava agindo de uma maneira diferente, foi por volta dos três anos de idade. Procuramos profissionais. Diagnosticado o autismo, procuramos sempre trabalhar de uma forma especial com ele. Com certeza passamos a ver o mundo de maneira mais humana e participativa porque você se envolve em todas as atividades”.

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