A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) esteve reunida em Passo Fundo em audiência pública realizada na Câmara de Vereadores onde foi debatido o atual sistema do judiciário na região norte do Rio Grande do Sul .
O presidente estadual da ordem, Marcelo Bertoluci, explica a finalidade da audiência “ é o momento da instrumentalização de medidas para o avanço das questões em Passo Fundo e região para melhoria do andamento processual, a partir dos encaminhamentos a OAB poderá pleitiar junto administração, por exemplo a nomeação de mais servidores” argumentou o presidente.
A situação dos processos preocupa o presidente da OAB Subseção de Passo Fundo, Alexandre Gehlen, em média um processo, fica doze meses para o primeiro despacho do judiciário “ Sabemos dos problemas de orçamento, falta estrutura, funcionários, é este ponto que estamos buscando uma solução, junto com a sociedade civil organizada. Sabemos do problema, é preciso encontrar soluções para dar um resposta a comunidade, não há como esperar mais de uma ano para receber um despacho do judiciário” afirmou.
Para a Juíza Diretora Substituta do fórum de Passo Fundo, Ana Cristina Frigheto Crossi a situação se explica pela atual estrutura do sistema, mesmo preenchendo as 25 vagas disponíveis do judiciário de passo fundo, segundo ela não resolveria o problema“ temos a percepção de que os 25 cargos vagos sendo preenchidos não atenderiam a demanda,é uma questão de controle a nível social , de todos os atores deste sistema. Eu entendo que não é o judiciário em em colapso , mas sim todo o sistema em geral , temos que rever as práticas adotadas pelos integrantes do sistema” disse a juíza.
Para o vice-presidente Nacional da OAB, Claudio Lamachia, a situação precisa urgentemente ser entendida pela sociedade, caso contrário o colapso do sistema judiciário será a cada dia uma realidade “ o cidadão que precisa buscar a justiça para garantir um direito, acaba sendo prejudicado pela demora. É Inadmissível esperar seis meses para uma intimação, é inadmissível que um processo demore dez anos. Agora na medida que a sociedade tome conhecimento temos uma condição de mudança desse quadro de colapso” comentou Lamachia.











