O avião de pequeno porte que caiu sobre um restaurante em Capão da Canoa, no litoral norte do Rio Grande do Sul, não possuía caixa-preta, conforme confirmou a Polícia Civil. O equipamento, responsável por registrar dados e áudios do voo, não é obrigatório para esse tipo de aeronave.
A queda resultou na morte das quatro pessoas a bordo. As vítimas são os empresários Déborah Belanda Ortolani e Luis Antonio Ortolani, o sócio da empresa proprietária do avião, Renan Saes, e o piloto Nelio Pessanha.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e possíveis responsabilidades criminais. Como não houve sobreviventes, os investigadores devem ouvir familiares das vítimas, testemunhas e pessoas ligadas à empresa responsável pela aeronave.
Paralelamente, a investigação técnica é conduzida pela Aeronáutica, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos. O órgão analisa fatores humanos, operacionais e materiais que possam ter contribuído para a queda. O objetivo é preventivo, buscando evitar novos acidentes, e não atribuir punições.
Equipes do Quinto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, com sede em Canoas, foram acionadas e atuam na análise dos destroços. Os investigadores avaliam documentos, registros da aeronave, desempenho do voo, imagens, condições meteorológicas e dados de tráfego aéreo, além de realizarem entrevistas.
Um relatório preliminar deve ser divulgado em até 30 dias, mas a conclusão final da investigação não tem prazo definido.
Informações iniciais indicam que a aeronave pode não ter decolado da cabeceira da pista e enfrentado vento de cauda, o que teria comprometido a velocidade necessária para uma decolagem segura.
O avião, de matrícula PS-RBK, estava com situação regular de aeronavegabilidade, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil. Fabricado em 1999, o modelo tinha capacidade para seis ocupantes e peso máximo de decolagem de 1.970 quilos. O certificado de aeronavegabilidade era válido até o fim de maio.
A aeronave partiu de Itápolis com destino ao Rio Grande do Sul, realizando uma parada em Forquilhinha para reabastecimento. O voo tinha como objetivo a demonstração do modelo Piper Jetprop DLX a possíveis compradores, que avaliavam a aquisição do equipamento.
Créditos: G1










