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Campanha da Fraternidade 2026 propõe reflexão sobre moradia digna e compromisso cristão Com o tema “Fraternidade e Moradia”, Igreja convida fiéis a transformar fé em ações concretas em favor de quem mais precisa

Foto: Felipe Accorsi

A Campanha da Fraternidade 2026 traz como tema “Fraternidade e Moradia” e como lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). A proposta da Igreja no Brasil neste ano é colocar no centro da reflexão quaresmal a realidade de milhões de pessoas que ainda vivem sem acesso a uma moradia digna.

O texto-base destaca que a moradia não é apenas um bem material, mas um direito fundamental ligado à dignidade humana. No Brasil, o déficit habitacional atinge milhões de famílias, enquanto outras tantas vivem em condições precárias, em áreas de risco ou sem infraestrutura básica. A campanha convida à análise das causas sociais, econômicas e políticas dessa realidade, incentivando também o compromisso cristão na transformação dessa situação.

O cartaz da campanha reforça a mensagem com a imagem do Cristo identificado com os que não têm teto, lembrando que a encarnação de Jesus revela um Deus que escolhe habitar no meio do povo, especialmente junto aos mais pobres e vulneráveis. A cidade ao fundo simboliza os contrastes urbanos e as desigualdades presentes nas grandes e pequenas comunidades.

Além da reflexão, a campanha propõe caminhos concretos de ação nas comunidades, nas pastorais e também no âmbito social e político. Entre os gestos concretos está a Coleta Nacional da Solidariedade, realizada no Domingo de Ramos, cujos recursos são destinados a projetos sociais em âmbito diocesano, regional e nacional, por meio do Fundo de Solidariedade.

Ao longo da Quaresma, a Igreja convida os fiéis a unir oração, conversão e compromisso social, reafirmando que promover moradia digna é também testemunhar o Evangelho na prática e construir uma sociedade mais justa e fraterna.

O arcebispo Dom Rodolfo Luís Weber destacou que a Campanha da Fraternidade 2026 convida a Igreja e a sociedade a olhar com atenção para a realidade da moradia no Brasil. Dados do Censo de 2022 indicam que milhões de pessoas ainda vivem em condições habitacionais inadequadas, o que reforça a importância de refletir sobre esse direito básico ligado à dignidade humana.

Segundo Dom Rodolfo, a Campanha da Fraternidade, vivida há mais de 60 anos durante a Quaresma, é um tempo especial de conversão e caridade. Ele lembra que o compromisso com a moradia digna não é apenas uma questão social, mas também uma expressão concreta da fé cristã. “Todos moramos na mesma casa comum”, afirmou, ressaltando a necessidade de corresponsabilidade e diálogo entre Igreja, poder público e sociedade.

O coordenador de pastoral da Arquidiocese de Passo Fundo, padre Mateus Danelli, explicou que a programação inclui encontros de formação nas nove áreas pastorais, por meio dos tradicionais seminários da campanha. A proposta é aprofundar o tema com lideranças e comunidades, incentivando iniciativas que possam contribuir com melhorias na realidade local.

Entre as sugestões estão ações simples e solidárias, como apoio a famílias em situação de necessidade e o incentivo à participação nas políticas públicas voltadas à habitação. Padre Mateus também recordou a importância da Coleta Nacional da Solidariedade, realizada no Domingo de Ramos, cujos recursos são destinados a projetos sociais em âmbito arquidiocesano, regional e nacional.

Ao retomar o lema “Ele veio morar entre nós”, ele destacou que a moradia é mais do que um espaço físico: é lugar de convivência, de cuidado e de construção da vida em comunidade. A Campanha da Fraternidade, portanto, convida a uma reflexão serena e a gestos concretos de fraternidade ao longo da Quaresma.

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