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Criança de 10 anos é vítima de agressão em residência no bairro Vera Cruz, em Passo Fundo  

Na tarde desta sexta-feira (20), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, por meio da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) de Passo Fundo, registrou uma ocorrência envolvendo suspeita de agressão contra uma criança de 10 anos. O fato teria ocorrido em uma residência localizada na Rua Gravataí, no bairro Vera Cruz, em Fundo.

De acordo com o boletim de ocorrência, o pai do menino relatou que tomou conhecimento das possíveis agressões por meio da irmã da criança, que percebeu marcas nas costas do irmão. A situação teria sido confirmada posteriormente pelo próprio menor, que afirmou ter sido agredido após não obedecer ordens dentro de casa.

Ainda conforme o registro, o relato inicial aponta o padrasto como autor das agressões. No entanto, no decorrer da apuração preliminar, a mãe da criança apresentou uma versão diferente, alegando que ela própria teria praticado as agressões, negando a participação do companheiro nos fatos.

Apesar da divergência, o boletim destaca que o menor voltou a afirmar que o padrasto seria o responsável pelas agressões, mencionando inclusive sentir medo do suspeito.

Diante da situação, o pai manifestou formalmente o interesse na concessão de medidas protetivas tanto contra a mãe quanto contra o padrasto. Ele alegou preocupação com o ambiente em que o filho estava inserido e citou histórico de relacionamentos da genitora com indivíduos considerados violentos, mencionando inclusive episódios anteriores envolvendo outra filha.

O pai também informou que, em razão do trabalho, passa parte do dia viajando, motivo pelo qual solicitou que o menino permaneça sob os cuidados da avó materna, que já estaria prestando assistência ao menor neste momento.

Outro ponto destacado é que o convívio entre pai e filho estaria interrompido há cerca de dois anos, situação que já é objeto de discussão na esfera judicial. Mesmo assim, diante da gravidade dos fatos, o pai declarou intenção de representar criminalmente contra os responsáveis pelas agressões.

A Polícia Civil solicitou a realização de exame de lesão corporal junto ao Instituto-Geral de Perícias (IGP), com o objetivo de comprovar as agressões e subsidiar a investigação. Um ofício também foi encaminhado requisitando o laudo pericial, que será anexado ao inquérito policial.

O caso foi classificado inicialmente como crime relacionado à violência contra criança e adolescente e segue em apuração pelas autoridades competentes. Até o momento, não há informações sobre prisões.

Atualmente, o menino encontra-se sob os cuidados do pai, onde permanece em segurança até que todos os fatos sejam esclarecidos.

Reportagem: Jeferson Vargas
Grupo Planalto de Comunicação

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