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Danzpare Brasil encerra sexta edição com 50 mil pessoas impactadas pela cultura de 11 países no RS Festival levou dança, música e tradições internacionais a Capão da Canoa, Marau e Passo Fundo, com atividades gratuitas em espaços públicos, escolas e CTGs

Foto: Danzpare Brasil (divulgação)

Foram dez dias de encontros, cores, música, dança e intercâmbio cultural. A sexta edição do Danzpare Brasil – Festival Internacional de Dança Patrimonial em Pares chegou ao fim nesta segunda (21) depois de passar por Capão da Canoa, Marau e Passo Fundo, reunindo bailarinos de 11 países e impactando cerca de 50 mil pessoas com uma programação inteiramente gratuita.

Brasil, Bolívia, Panamá, Peru, El Salvador, Uruguai, Colômbia, México, Equador, Chile e Costa Rica estiveram representados por pares de bailarinos que levaram ao público diferentes manifestações da cultura de seus países. As apresentações ocuparam palcos, praças, ruas, escolas e espaços de convivência, integrando a programação dos Festejos Farroupilhas do Rio Grande do Sul e aproximando culturas de diferentes partes da América. Um dos principais diferenciais do festival é a presença nas escolas. Mais de 50 instituições municipais e estaduais receberam os bailarinos, proporcionando aos estudantes contato direto com outras culturas, além de oficinas de dança, apresentações e momentos de integração.

A proposta é transformar o intercâmbio cultural em uma experiência vivida de perto por crianças e jovens. Nas ruas e praças, o festival ganhou ainda mais força. Desfiles reuniram os bailarinos em meio ao público, levando o colorido dos trajes tradicionais e a diversidade das manifestações culturais para o cotidiano das cidades. Os bailarinos puderam vivenciar de perto as tradicionais missas crioulas em duas oportunidades. Em Capão da Canoa, no CTG João Sobrinho e na cidade de Marau no Parque Municipal sob coordenação do CTG Sentinelas do Pago.

O encontro entre diferentes países também se transformou em uma oportunidade de valorização da cultura local. Para a produtora cultural do Danzpare Brasil, Raquel Rubert Pereira, o alcance desta edição reforça a importância de levar a cultura para além dos palcos. “O Danzpare tem esse propósito de aproximar pessoas por meio da cultura. Quando conseguimos levar os bailarinos para as escolas, para as ruas, para as praças e para espaços onde as pessoas já estão, o festival ganha uma dimensão muito maior. Ver 50 mil pessoas tendo contato gratuito com culturas de 11 países mostra a força que esse intercâmbio pode ter e nos deixa muito felizes com o resultado desta sexta edição.”

Entre os participantes esteve o bailarino peruano Marcelo Fabián Figueroa, que participou do festival pela primeira vez e teve a oportunidade de conhecer o Brasil por meio do intercâmbio proporcionado pelo Danzpare. “Foi uma experiência muito especial. É a primeira vez que venho ao Brasil e poder conhecer o país através da dança, das pessoas e das atividades do festival foi algo que vou levar comigo. Em cada cidade fomos recebidos com muito carinho. A dança permite que a gente se comunique mesmo quando fala idiomas diferentes, e isso foi muito bonito de viver.”

Ao longo da edição, além das apresentações e atividades nas escolas, o Danzpare Brasil promoveu encontros entre os bailarinos, oficinas, desfiles e momentos de integração com as comunidades. O resultado foi uma grande celebração da diversidade cultural, com a dança como ponto de encontro entre diferentes povos. O Danzpare Brasil é uma realização da Baillar Centro de Danças, Danzpare Internacional, FIDAF, Folk Dance World Experience, Folk International Group e CID Unesco. São apoiadores: Prefeitura de Passo Fundo, Prefeitura de Marau, Prefeitura de Capão da Canoa, Acqua Lokos Parque Hotel, GDC, Sesc Sistema Fecomércio, TransdePaula Viagens e Turismo, Lemes Engenharia, Juvenart e CTG Lalau Miranda.

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