Grupo Planalto de comunicação

DO RIO GRANDE AO PANTANAL: memórias que jamais se apagarão – Parte 4 Equipe do Grupo Planalto de Comunicação rememora algumas passagens pelo Oeste brasileiro, se preparando para a segunda edição da expedição, em Setembro/24

Faltando pouco mais de dois meses para a segunda edição da expedição Do Rio Grande ao Pantanal, e há uma semana do lançamento oficial, que acontecerá conjuntamente com o aniversário de 42 anos da Planalto FM 105.9, (dia 05 de julho no CTG Eduardo Muller, com animação do Grupo Portal Gaúcho), já estamos nos preparando de forma a sair tudo a contento, corrigindo os erros da expedição anterior e colocando novas ideias para essa viagem.

Fotos: Arquivo pessoal

No artigo anterior, parei em Água Boa, onde, no CTG Coração Gaúcho, fizemos uma parada depois de uma semana e viagem. Para chegarmos, saindo de Goiânia, passamos por várias cidades de Goiás, até entrarmos no Mato Grosso. E as estradas são boas. Em ótimas condições se compararmos com as estradas do sul. E caminhões. Muitos caminhões. Creio que, em todo o percurso, passamos seguramente por mais de 50 mil, em todo o trajeto. Os caminhoneiros que dirigem naquelas paragens realmente respeitam o trânsito, as condições da estrada e os que estão nos outros veículos. Tem exceções, claro.

Fotos: Arquivo pessoal

Há uns 30 quilômetros de Água Boa, 14 horas, Cristian dirigindo, estoura um pneu traseiro. Parada em um acostamento em curva, que pouco permitia a troca. Mas lá se atirou Célio Jr. e Cristian. Álvaro no auxílio e eu fui sinalizar a rodovia, bastante movimentada, principalmente por caminhões da JBS, transportando suínos e rações. De bermuda, camiseta da 105.9 (laranja), chapéu e uma faca, fui sinalizar cortando uns galhos de arbustos. Formigas e vento. Nada feito. Temperatura de 41 graus no sol. O asfalto aumentava a sensação para uns 45º e a única alternativa para “proteger” os colegas e avisar aos caminhoneiros que havia veículos parados à frente, era tirar a camiseta e enfrentar o sol. Por uma meia hora mais ou menos…. Pensem na queimada. Mas tudo deu certo.

A explicação do pessoal de lá, depois, foi que é causa comum estourar pneus, pelo calor intenso e pelo atrito no asfalto, quando a temperatura da borracha, às vezes, pode ultrapassar os 90 graus.

Em Água Boa, a receptividade foi uma maravilha. Bem instalados, apresentamos os painéis para um grande público (mais de mil pessoas no CTG Coração Gaúcho). Depois, o Grupo Manotaço fez um belíssimo fandango. E ficamos por ali até a terça-feira de meio dia, quando saímos rumo à Nova Xavantina.

Ainda em Água Boa, conversamos com um pessoal que é do sul. Empresários do agro, trabalhadores das fazendas. Uma baita recepção. Na máquina de lavar, em um dia, mais de 32 cuecas (em quatro, uma por dia, em oito dias). Toalhas, lençóis, camisetas foram 23. Camisas de manga longa usadas nas apresentações, panos de prato… enfim… tudo limpo e organizado para mais uma etapa. Trouxe como recordação uma cicatriz de queimadura com ferro elétrico em meu braço esquerdo.

Fotos: Arquivo pessoal

Uma curiosidade: Há uns dois quilômetros entre a sede do CTG e a cidade, um belo e grande lago, que servia de “point” para os moradores. Uma espécie de clube náutico. E dizem que há uns três anos, uma grande sucuri (mais de seis metros), saiu do alagado para atravessar a rodovia, quando foi atropelada por um caminhão. O povo conta que foi uma grande comoção na cidade.

E de tarde, destino era Nova Xavantina. Cidade que há alguns anos se dividiu para somar. O local começou a ser habitado com a Expedição Roncador-Xingu, muito conhecida naquela região. Um dos membros avistou o Rio das Mortes (nome dado pelos indígenas pelos perigos que ele representava). O nome da cidade foi dado em homenagem aos índios Xavante.

Mais recentemente, em 1977, as duas localidades divididas pelo Rio das Mortes (Xavantina e Nova Brasília), formaram Nova Xavantina, unindo os dois povos. Isso aconteceu graças à migração de gaúchos (em sua grande maioria) e paranaenses que se instalaram na região, focando no cultivo do arroz. Hoje os campos são de beleza ímpar, com grandes lavouras de arroz, milho, soja e algodão.

No CTG Centro-Oeste Pampeano, em forma de um grande quiosque arredondado, fomos recebidos pelo Patrão Ângelo, também vereador na comunidade. Embaixo de um pé de jaca, com uma grande quantidade de frutas, foi o local de parada dos veículos. Pernoitamos e seguimos em frente no dia seguinte. O destino era Barra do Garça e depois Araguainha.

Fotos: Arquivo pessoal

Essa cidade, com 770 habitantes, é a terceira menos cidade em população do Brasil. Mas tem fatores importantíssimos para a história. Ali há mais de 250 mil anos, um asteroide de proporções gigantescas causou uma fenda de aproximadamente 40 quilômetros de diâmetro, (cerca de 1,3 mil quilômetros quadrados). Isso ofereceu, milhares de anos depois, a extração de pedras preciosas da mais alta qualidade.

Ao se chocar com a Terra, o asteroide adentrou dois quilômetros e meio de profundidade. Com isso, além de formar montanhas e relevos, trouxe à superfície minerais que estavam abaixo do solo – como granito, turmalina, feldspato e hematita. Em muitas áreas é comum encontrar tais minerais com facilidade.

O mineral mais comum na região, porém, é outro: o ferro. “Entre Ponte Branca e Araguainha há algo superior a 40 hectares de ferro. Isso acontece porque, normalmente, quando um meteorito cai em determinada região, algum mineral acaba se tornando mais comum. No Canadá, por exemplo, foi níquel. Na África do Sul, o diamante”, diz Ruy Ojeda, do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado e Mato Grosso (Indea).

Araguainha tem cerca de 250 habitantes na zona rural. E a maioria de sua população está ligada ao executivo, ou seja, são funcionários públicos. A prefeitura depende, basicamente, do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), e tem orçamento anual de cerca de R$ 15 milhões.

No próximo artigo, contarei sobre Alto Taquari e, depois, o Mato Grosso do Sul.

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