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Dois anos após enchente, rua em Gramado segue destruída e sem acesso Moradores relatam abandono enquanto prefeitura prevê início de obras milionárias em junho

Dois anos após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, uma rua no bairro Piratini, em Gramado, continua completamente destruída e intransitável. O local, que era um dos principais acessos ao centro da cidade, ainda não passou por obras de recuperação, gerando dificuldades e sensação de abandono entre os moradores.

Na época do desastre, mais de 30 famílias foram afetadas pelo desmoronamento causado por um complexo escorregamento de terra. Hoje, o cenário permanece praticamente o mesmo, contrastando com o passado de intensa circulação de pessoas e veículos na região.

Sem a via, moradores precisam percorrer trajetos até três vezes mais longos para atividades básicas do dia a dia, como ir ao mercado ou ao trabalho. Além das dificuldades de mobilidade, relatos apontam quedas frequentes e insegurança ao transitar pelo local.

A Prefeitura de Gramado anunciou um investimento superior a R$ 43 milhões para a recuperação da área. O projeto inclui obras de contenção, pavimentação e iluminação. Segundo o Executivo, 35 lotes foram desapropriados, com a maioria dos proprietários já indenizada ou em processo de regularização.

De acordo com a prefeitura, o primeiro ano após o desastre foi dedicado a estudos técnicos e monitoramento do solo. Já no segundo ano, foram elaborados os projetos e encaminhada a busca por recursos federais.

A previsão é de que a licitação para contratação da empresa responsável ocorra ainda em maio, com início das obras na segunda quinzena de junho. Enquanto isso, a área segue sob monitoramento constante para avaliar movimentações do solo e a pressão de água no subsolo.

Para os moradores, a expectativa é de que a recuperação finalmente devolva a normalidade ao bairro e permita a retomada da rotina.

Fonte: G1

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