A DPPA de Passo Fundo conta com um número reduzido de plantonistas. Apenas três policiais atendem em média 100 ocorrências por dia, chegando a 15 mil neste ano. Ocorre pelo menos um flagrante por dia. A situação se agrava ao se verificar que o número de servidores é menor do que havia há 20 anos, quando era, pelo menos o dobro. Em contrapartida, a população e o número de ocorrências aumentaram consideravelmente, além de ficarem mais complexas.
As novas leis como a Lei Maria da Penha, os novos Códigos de Trânsito e de Armas tornaram o trabalho do plantão mais complexo e muito mais moroso. Isto acarreta um enorme acúmulo de serviço. Para amenizar a situação, é necessário, pelo menos, dobrar o número de policias plantonistas.
“A situação se reflete nas outras DPS da cidade. Por isso, vamos exigir, de forma emergencial, que seja destinado um reforço para Passo Fundo até a posse dos novos policiais que estão cursando a Academia de Polícia”, salientou o presidente do sindicato Isaac Ortiz.
Prédio em obras
O prédio da DPPA de Passo Fundo encontra-se em obras. Por ser uma obra de grande vulto, o bom senso manda que o prédio seja esvaziado para que não haja risco para os que lá trabalham e aos demais frequentadores daquele órgão. Mas não foi o caso de Passo Fundo. Os servidores continuam trabalhando em meio ao caos que se instalou a partir do início das obras.
Os servidores são obrigados a trabalhar, por vezes, em meio a fortes ruídos de furadeiras, picaretas e britadeiras. São barulhos ensurdecedores, praticamente inviabilizando o serviço, conforme relataram. Interrupções de energia elétrica também ocorrem cotidianamente. Não foram poucas as vezes que os policiais precisaram permanecer no prédio completamente às escuras e, ainda por cima, com presos. Sem falar no constante risco de choques elétricos.
O prédio em obras oferece grave risco de acidentes aos servidores, policiais militares, partes e presos. O Ugeirm Sindicato vai exigir a transferência da DPPA para outro prédio enquanto durarem as obras, caso isso não ocorra vamos acionar judicialmente o poder público para que aquele órgão seja transferido de lugar.











