Na manhã desta quinta-feira, 6, a equipe da Planalto AM esteve na rua Bento Gonçalves esquina com a rua General Osório onde no dia 15 de julho deste ano aconteceu um grande incêndio no antigo Edifício Ughini, comprometendo totalmente a estrutura e o uso do prédio.
Passados quase quatro meses da tragédia o imóvel continua interditado, o que não significa a ausência e movimentação de pessoas dentro do prédio.
Usuários de drogas e delinquentes se abrigam dentro do edifício abandonado, e isso vem causando medo aos moradores que passam pela região a noite. “As pessoas tem medo de passar aqui de noite, porque a rua ficou muito escura aqui nesse ponto e isso facilita para alguém que está ali dentro do prédio sair e roubar uma pessoa que está passando pela rua naquele momento”, diz Rodrigo Paixão que mora próximo ao antigo edifício.
Além do medo de assalto, outro grande problema é o mau cheiro e a poeira que saem do prédio. Alguns indivíduos que invadem o imóvel acabam realizando necessidades fisiológicas lá dentro, o que resulta um odor extremamente desagradável.
Já em dias de ventania a poeira e fuligens contidos no interior do edifício Ughini, acabam voando para as residências vizinhas e na rua. “As vezes a gente tá passando aqui na rua e bate um vento mais forte, e logo já se sente a poeira que vem lá de dentro caindo aqui pra fora. Sem falar quando entra dentro dos apartamentos e estabelecimentos comerciais aqui perto”, afirma Claudete Fernandez, moradora da rua Bento Gonçalves e vizinha do prédio queimado.
Silvana Ughini, que residia no prédio, afirma que ela e seus irmãos hoje ainda estão morando de aluguel e que, infelizmente, nada pode fazer com relação à atual situação do edifício. “Nós entramos em contato com uma empresa para colocar o prédio abaixo, mas o valor que estão pedindo é muito além daquilo que imaginamos”, conta. Ela diz também que ainda hoje precisa de remédios para dormir e que, quando as pessoas querem invadir, não há o que segure. “Colocamos tapumes, abriram. Colocamos de novo e o vento derrubou. Infelizmente não temos o que fazer quanto a isso”, finaliza.











