O governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Leite (PSD), criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (9) durante palestra na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
Para Leite, o legado do capitão reformado foi trazer Lula de volta ao Palácio do Planalto. Ele falou aos líderes de entidades comerciais e empresários ao lado dos demais pré-candidatos do PSD, os governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Também compareceu o líder do partido, Gilberto Kassab, e o secretário extraordinário de Projetos Estratégicos de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD).
“O legado de Bolsonaro foi trazer Lula, que estava politicamente inviabilizado, de volta”, disse o governador gaúcho. “Talvez o de Lula, se insistir na agenda de dividir, seja trazer o outro lado do grupo político de volta”, afirmou referindo-se ao crescimento do senador e filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nas pesquisas eleitorais.
Nesse sentido, Leite afirmou ainda que os levantamentos devem ser “menos vistos” pela intenção de votos e mais pelo “sentimento” do eleitor brasileiro. Ele salientou que as pesquisas mostram que “os dois principais protagonistas” da eleição também são altamente rejeitados e há espaço para o surgimento de “uma candidatura nova”.
“A intenção de votos reproduz aquilo que o eleitor conhece. E conhece o nome de uma família que tem uma marca, conhece o atual presidente, que vai para sua sétima eleição”, continuou o gaúcho. “É natural que eles tenham hoje liderança. Os eleitores não conhecem o cardápio público que vai ser colocado a eles no processo eleitoral.”
Leite afirmou que é possível dialogar simultaneamente com uma esquerda não lulista e uma direita não bolsonarista. Segundo ele, diferentemente do que ocorria no passado – quando a divisão entre esquerda e direita se dava principalmente a partir da visão sobre o papel do Estado na economia, se mais ou menos estatizante -, hoje os eleitores tendem a se posicionar a partir de determinadas causas e bandeiras.
Fonte: Estadão










