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Educação infantil: horários e recessos são discutidos em fórum

Aconteceu nesta quinta-feira, 24, no auditório da Promotoria de Justiça de Passo Fundo, o fórum para debater as questões que envolvem o recesso escolar nas Escolas de Educação Infantil (EMEI’), bem como as necessidades dos pais em manter seus filhos nessas instituições no período de trabalho.

Promovido pelo Ministério Público, o encontro reuniu representantes de bairros, professores, associações, entidades, pais, além de representantes do Executivo Municipal, do Legislativo e também do Simpasso (Sindicato dos Servidores Municipais de Passo Fundo).

A promotora, Dra. Ana Cristina Ferrareze Cirne fez a mediação das conversas e ouviu sugestões, além de atentar para a elaboração de um projeto que possa sustentar os direitos dos professores e assistentes das EMEI’s, visando também atender as demandas de crianças. De acordo com o secretário de Educação, Edemilson Brandão, um levantamento já está sendo feito para descobrir quantas crianças irão utilizar as escolas no período de recesso, e assim, viabilizar as necessidades que poderão ser implantadas.

Segundo o presidente do Sindicato, Marcelo Ebling, nos últimos dias o assunto ganhou uma grande repercussão e, tanto professores, como pais de alunos, ficaram preocupados com a possibilidade de não haver escolas disponíveis para atender as crianças. “Mas nós, como Sindicato, precisamos defender as necessidades dos professores, mas nunca esquecendo que do outro lado existe um pai ou uma mãe que trabalha no recesso escolar, e para esses precisamos achar uma solução. Parabenizamos a iniciativa dessa reunião plural, que agregou diversas frentes. Lembro que as respostas que precisamos devem partir do Governo Municipal e não de outros agentes envolvidos”, lembrou Ebling, frisando também que em nenhum momento a versão dos professores teve voz.

Outra questão importante, elencada pelo Sindicato, foi o resgate da reunião anterior com o Ministério Público, onde foi sugerida a imediata valorização das assistentes de Educação Infantil como professores, qualificando ainda mais a educação em Passo Fundo.

 A sugestão da promotora Ana Cristina é para que o período de recesso dos professores seja suprido com outras atividades, e não com o mesmo currículo utilizado durante o ano.  “Tem que ter direção de atividades como recreação, cultura, atividades lúdicas, projetos de histórias, ou até mesmo uma colônia de férias. Mas tem que ser direcionado e com pessoas responsáveis que possam cuidar e divertir as crianças”, indicou, lembrando que após a elaboração do projeto, haverá uma analise de outros profissionais como psicólogos, psiquiatras, assistente social e nutricionista, viabilizando a possibilidade de implantação do plano.  

A diretoria do Sindicato concordou com a ideia, mas lembrou de que deverão ser feitas contratações temporárias de profissionais que possam exercer essas funções no período de recesso, já que seria inviável a contratação de novos servidores por causa do comprometimento já existente com folha de pagamento.

De acordo com o vereador Sidnei Ávila, foi realizado um levantamento junto às escolas, onde se verificou algumas prioridades, e a inserção dos uniformes ficou em 10º lugar. Além disso, Àvila também informou à promotora, sobre a existência de um documento que prevê a diminuição dos gastos com a Educação no próximo ano. “O governo poderia usar a verba investida nos uniformes e utilizar nas contratações e melhorias. Poderia certamente ser resolvido o problema do recesso em janeiro”, disse.

A promotora fixou um prazo de 15 dias para que o Município possa estar elaborando o projeto com as demandas indicadas pelo Ministério Público.

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