Secretário-geral do Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre (Sindec-POA), presidente da Federação Intermunicipal de Sindicatos de Trabalhadores no Comércio de Bens e de Serviços da Força Sindical no Estado do Rio Grande do Sul (Fetracos-RS), presidente da Força Sindical-RS, vereador de Porto Alegre e presidente do Solidariedade-RS.
Clàudio Janta: Nascido em Porto Alegre, no dia 31 de março de 1966, comecei a trabalhar aos 10 anos de idade, como ajudante de armazém. Ainda jovem, ingressei na indústria madeireira, metalúrgica e no comércio, onde consolidei uma trajetória sindical, que me conduziu à direção de importantes órgãos de representação da classe trabalhadora, dentre eles a Força Sindical, que é a central que presido no estado. Da necessidade de consolidar representação política para o movimento sindical, também consolidei minha trajetória como vereador da Capital gaúcha e dirigente à frente do Solidariedade-RS.
Entre Nós: Qual a função do sindicato e o que de fato o sindicato muda ou ajuda na vida de um trabalhador?
Clàudio Janta: O sindicato é a entidade de representação das categorias profissionais, sendo vital para a negociação de benefícios para o coletivo dos trabalhadores. Sindicatos engajados com o bem-estar dos trabalhadores, além de serem os responsáveis por bons aumentos salariais, representam a categoria em relação a tudo que diga respeito a garantia dos seus direitos e obtenção de novas conquistas, seja ante as entidades patronais ou no que diga respeito a melhoria de legislações que envolvam os trabalhadores.
Entre Nós: Qual a posição da Força Sindical frente essa crise que o país atravessa, e quais as ações que o sindicato pode promover para esclarecer o que esta acontecendo no Brasil?
Janta: Nos últimos anos as mobilizações da Força Sindical buscavam chamar a atenção do governo para a ameaça da desindustrialização, para que o fortalecimento da indústria nacional pudesse barrar as consequências de uma crise que viesse a atingir os postos de trabalho, como estamos vendo hoje. Assistimos a uma grande crise econômica, fruto em grande parte da má administração do patrimônio nacional, que é dos trabalhadores. Condenamos e alertamos para práticas como o uso dos fundos previdenciários dos trabalhadores nos financiamentos concedidos pelo BNDES a grandes empresários, porque hoje o governo justifica esse tipo de ingerência como “crise na previdência” e penaliza os próprios trabalhadores dificultando o acesso a benefícios, como é o caso das Medidas Provisórias 664 e 665.
Entre Nós: Quando e por que foi fundada a Força Sindical?
Janta: A Força Sindical foi fundada no dia 8 de março de 1991, em São Paulo, ambicionando um sindicalismo verdadeiro, com força e influência nas esferas econômica, política e social no Brasil.
Entre Nós: Quem pode se sindicalizar, e quais os benefícios que o sindicalizado passa a ter?
Janta: Como uma central sindical, a Força Sindical recebe filiações de entidades classistas (sindicatos), que passam a integrar um dos quadros mais atuantes e combativos do sindicalismo mundial. Para se sindicalizar, o trabalhador deve procurar a entidade de representação de sua categoria, assim passa a fortalecer as lutas e conquistas do seu sindicato e ainda pode usufruir de benefícios oferecidos pela infraestrutura da entidade, como departamento médico, creche, refeitório, áreas de lazer, convênios, dentre outros direitos.










