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Estado autoriza mais de R$ 2,4 bilhões em investimentos para energia renovável e logística Licenças ambientais viabilizam implantação da usina de biodiesel Soli3, em Cruz Alta, e novo terminal portuário da CMPC em Rio Grande

Foto: Vitor Rosa/Secom

O Governo do Rio Grande do Sul oficializou a concessão de licenças ambientais para dois grandes empreendimentos que somam mais de R$ 2,45 bilhões em investimentos no Estado. As autorizações foram entregues durante cerimônia conduzida pelo governador Eduardo Leite e envolvem a instalação da usina de biodiesel Soli3, em Cruz Alta, e a implantação de um terminal portuário da CMPC no Porto de Rio Grande.

A licença de instalação da Soli3 foi recebida pelo presidente da Cotrijal, Nei César Manica, que representou também a Cotripal e a Cotrisal. O empreendimento cooperativo contará com investimento estimado em R$ 1,25 bilhão e será instalado em Cruz Alta.

O projeto prevê capacidade de processamento de 3 mil toneladas de soja por dia para a produção de biodiesel e derivados, como farelo, glicerina e casca peletizada. A expectativa é de geração de mil empregos diretos durante a construção e 650 postos permanentes após o início das operações. A usina ocupará uma área superior a um milhão de metros quadrados e tem previsão de entrar em funcionamento em 2028.

Durante o mesmo ato, o governo também concedeu a licença prévia para o terminal da CMPC no Porto de Rio Grande. O empreendimento, estimado em R$ 1,2 bilhão, ampliará a capacidade de movimentação de celulose, combustíveis e biocombustíveis.

O terminal contará com quatro berços de atracação e um armazém com capacidade estática para 194 mil toneladas de celulose. A previsão é de geração de mais de 1,2 mil empregos durante a implantação e cerca de 450 vagas diretas e 2,1 mil indiretas na fase de operação.

O contrato de concessão prevê 25 anos de utilização da área, com aproximadamente 289 mil metros quadrados, além de uma contrapartida de R$ 142,7 milhões para obras de dragagem do canal de acesso e da bacia de evolução. As intervenções permitirão ampliar o calado de 9,45 metros para 12,5 metros, beneficiando a operação portuária na região.

Segundo o governo estadual, os dois projetos reforçam os investimentos em energia renovável, infraestrutura logística e desenvolvimento econômico, com potencial para geração de empregos e ampliação da competitividade do Rio Grande do Sul.

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