Por iniciativa do Sindicato Rural de Passo Fundo e da Universidade de Cruz Alta, foi realizado um seminário na Expodireto Cotrijal na tarde dessa quinta-feira para tratar do problema do trigo no Brasil. O Brasil já foi auto-suficiente na produção de trigo no final década de 1980. Hoje importa a metade dos mais de 10 milhões de toneladas que consome, a um custo de cerca de US$ 4 bilhões por ano. Os moinhos alegam que o produto nacional não tem qualidade. Com isso, diz João Batista Silveira, da direção do Sindicasto (ao micrfone na foto) o produtor não é motivado para plantar. Explica que o produto tem qualidade, mas falta organizar a cadeia produtiva. Existem diversos tipos de trigo, brando, melhorador e pão. Na colheita todos são misturados nos armazéns o que acaba comprometendo a qualidade e a consequete recusa pelos moinhos.
O presidente da Câmara Setorial do Trigo do Paraná, Flávio Turra (aparece lendo na foto) disse que lá já tem algumas experiências bem sucedidas. As cooperativas e os produtores estão plantando somente determinados tipos de trigo para evitar a necessidade de segregação(separação) na colheita. “Já se segrega no plantio” disse ele. Fora disso é difícil de estabelecer uma regra que consiga atender a necessidade de mercado hoje face a deficiência de armazenagem no Brasil. O país tem capacidade hoje para armazenar somente a metade da produção de grãos.











