A família de Jamili de Fátima Souza Alves, de 21 anos, natural de Passo Fundo, vive dias de angústia em busca de informações sobre o paradeiro da jovem, desaparecida em São José, na Grande Florianópolis, em Santa Catarina. Em relato prestado à polícia, a tia dela, Aline de Souza Nunes, detalhou os últimos contatos da família com Jamili, o relacionamento da jovem com Sérgio Cristian Correa, conhecido como “Pipo”, e as informações recebidas sobre o possível desaparecimento do casal.
Segundo informações obtidas pelo repórter Jeferson Vargas, o último contato da jovem com a mãe ocorreu em 24 de setembro de 2026. A família percebeu que não conseguia mais falar com Jamili a partir do dia 27 daquele mês. Inicialmente, os parentes acreditaram que o afastamento pudesse estar relacionado a um desentendimento entre mãe e filha. Por esse motivo, aguardaram aproximadamente 15 dias antes de procurar as autoridades, imaginando que a jovem estivesse agindo por “birra”.
A situação, porém, passou a preocupar ainda mais os familiares diante da ausência prolongada de notícias e das informações contraditórias que começaram a receber.
Relacionamento de quatro meses e relato de agressão
Conforme o depoimento dos familiares, Jamili morava em São José havia aproximadamente um ano e mantinha um relacionamento com Sérgio Cristian Correa havia cerca de quatro meses. A família sabia pouco sobre o companheiro, pois a jovem mantinha o relacionamento de forma reservada. Jamili teria enviado uma mensagem à mãe contando que havia discutido com Sérgio e que ele teria a agredido fisicamente poucos dias antes do ocorrido.
Na ocasião, a mãe teria aconselhado a filha a deixar o companheiro e retornar para Passo Fundo. Depois desse episódio, segundo os relatos, Jamili bloqueou a mãe, e os familiares perderam o contato direto com ela.
A família também contou que, ao registrar o desaparecimento, recebeu informações de que Sérgio teria antecedentes criminais e seria procurado pela Justiça. Essas informações foram relatadas pelos familiares, mas não há confirmação oficial das autoridades competentes.

Boletim de ocorrência registra informações sobre o desaparecimento
Conforme consta no boletim, no dia 15 de outubro, um entregador de motocicleta, cuja identificação não foi informada, teria sido solicitado a ir até o endereço onde Jamili e Sérgio moravam, em São José. Ao chegar ao local, encontrou a residência fechada. O proprietário do imóvel teria informado que o casal havia deixado o endereço aproximadamente 15 dias antes.
Relato sobre carro branco e ligação com disparos
Durante o depoimento prestado no Departamento de Investigação Criminal (DIC), em São José, foi detalhada que homens teriam ido até a residência onde o casal vivia e levado Sérgio em um carro branco. De duas a três horas depois, Jamili teria entrado em contato com a irmã dele, dizendo que iria atrás do companheiro. A irmã de Sérgio teria feito uma chamada de vídeo com Jamili enquanto ela se deslocava para uma comunidade onde, segundo as informações recebidas, haveria pessoas ligadas ao tráfico de drogas.
Durante a ligação, Jamili supostamente gritava para que devolvessem Sérgio e dizia que, se não o trouxessem de volta, também deveriam levá-la. Ainda segundo o relato repassado à família, durante a chamada teriam sido ouvidos diversos disparos de arma de fogo. Em seguida, a ligação foi encerrada.
Família recebeu mensagens contraditórias e áudio com alegação de morte
Além das informações sobre o possível desaparecimento do casal, os familiares passaram a receber mensagens anônimas e relatos de pessoas que afirmavam saber onde Jamili estaria. Algumas dessas informações indicavam locais que posteriormente não se confirmaram, enquanto outras levantaram suspeitas de tentativa de golpe.
A família também recebeu, por meio de redes sociais, um áudio enviado por uma mulher que dizia ter sido vizinha ou conhecida do casal, afirmando que Jamili e Sérgio teriam sido mortos e apresentava uma versão sobre como os disparos teriam ocorrido. A mulher teria relatado que os dois foram mortos de forma cruel. Sérgio teria sido esquartejado e Jamili teria sido atingida por disparos de arma de fogo no peito e na cabeça.
Até o momento, não há confirmação oficial de que Jamili ou Sérgio tenham sido mortos. A informação que circula nas mensagens recebidas pelos parentes foram encaminhadas as autoridades.
Polícia foi procurada e família pede respostas
O desaparecimento foi formalizado em Passo Fundo e encaminhado à delegacia de polícia interestadual ( Polinter). As informações sobre o possível envolvimento de terceiros, o suposto sequestro de Sérgio, os disparos ou a alegada morte do casal dependem de apuração e confirmação oficial.
A família segue tentando obter notícias concretas sobre Jamili. Os parentes afirmam que a falta de informações e a circulação de versões contraditórias têm aumentado a angústia, enquanto aguardam respostas sobre o paradeiro da jovem de 21 anos.
Informações que possam ajudar a localizar Jamili podem ser repassadas à Brigada Militar pelo telefone 190 ou à Polícia Civil pelo número 181.
Reportagem: Jeferson Vargas











