A defesa da família de Thiago Bueno, de 36 anos, morto a tiros na madrugada do último sábado (17) no Parque de Rodeios Vitor Mateus Teixeira, na Roselândia, em Passo Fundo, contesta a versão apresentada pelo advogado do acusado. A manifestação foi feita pela advogada Marcieli Oliveira dos Santos, que atua junto com o advogado Felipe Muller na representação da família da vítima.
Na noite de quinta-feira (22), familiares e amigos realizaram uma homenagem a Thiago em um posto de combustíveis no bairro Boqueirão, em Passo Fundo. O local foi escolhido por ser frequentado pela vítima, que participava com frequência de encontros e eventos ligados a arrancadas de carros e motos. Cerca de 60 pessoas participaram do ato, que contou com a exibição de imagens em um telão, relembrando momentos da vida de Thiago e reforçando pedidos de justiça.
De acordo com a advogada, a família acompanha atentamente o inquérito policial e busca o esclarecimento completo dos fatos relacionados à morte, ocorrida após uma briga seguida de disparos nas proximidades da arquibancada do parque. Thiago foi socorrido por equipes de resgate e encaminhado ao Hospital São Vicente de Paulo, mas não resistiu aos ferimentos.
A advogada afirmou que a família contesta a versão apresentada pela defesa do acusado, que sustenta que Thiago e o autor dos disparos não se conheciam. Segundo Marcieli Oliveira dos Santos, já foi reunido material que indica o contrário, incluindo uma fotografia em que ambos aparecem juntos, além de relatos de testemunhas de que os dois possuíam um ciclo comum de amizades. A advogada informou que esse material foi incluído no processo e será considerado durante a investigação.
Marcieli Oliveira dos Santos destacou que a família aguarda a conclusão do inquérito para avaliar os próximos passos do processo e reforçou que seguirá acompanhando o andamento das investigações para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos. A defesa também afirma que está em busca de mais informações e depoimentos que possam colaborar com o esclarecimento do caso.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sob a coordenação da delegada Daniela de Oliveira Minetto, que apura as circunstâncias do crime e a eventual responsabilização dos envolvidos. A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e reunindo provas para determinar a dinâmica do ocorrido e identificar possíveis responsabilidades.
A reportagem está disponível para ambas as partes envolvidas, para qualquer esclarecimento sobre o caso.
Reportagem: Jeferson Vargas
Grupo Planalto de Comunicação












