Uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF) de Porto Alegre teve desviados pelo menos 80% dos R$ 22 milhões movimentados no golpe considerado, hoje, pela Polícia Federal, o maior já aplicado contra o banco no Rio Grande do Sul. O endereço da agência onde houve o desvio, de mais de R$ 17,5 milhões, não foi divulgado pela corporação.
Na manhã de hoje, a PF deflagrou a operação Rolagem, quando foram cumpridos 13 mandados de condução coercitiva e nove de busca e apreensão em Porto Alegre, Canoas, Estância Velha e Novo Hamburgo. Documentos, computadores e joias, além de três veículos e cerca de R$ 12 mil em dinheiro foram apreendidos. A possibilidade de que imóveis tenham adquiridos com dinheiro desviado também é apurada. A Justiça já pediu bloqueio de bens dos identificados no esquema.
A investigação revela que a fraude envolvia um ex-gerente da Caixa, na agência de onde a maioria do dinheiro foi desviada; e um correspondente bancário, ambos em Porto Alegre. A dupla utilizou os nomes de cerca de 70 empresas para abrir contas e depois empréstimos, mediante emprego de documentos falsos, com valores entre R$ 200 mil e R$ 500 mil, junto à CEF.
O dinheiro era sacado imediatamente ou transferido para contas de “laranjas”, lesando o banco. Mais de 50 pessoas estão sendo investigadas pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro.
O esquema fraudulento levou a Polícia Federal a classificar o crime como o maior já investigado contra a instituição financeira, advertiu o delegado Alexandre Isbarrola, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários.
A Polícia Federal contou com apoio da própria Caixa, que suspeitou do esquema. A investigação suspeita que 80% das cerca de 70 empresas, cujos nomes foram usados para a obtenção de empréstimos, não sejam vítimas e estejam também envolvidas no esquema. A prática criminosa foi constatada entre julho de 2012 e novembro de 2013, quando o então gerente foi demitido após procedimento disciplinar.











