A Galeria Estação da Arte, em Passo Fundo, recebeu nesse domingo (08) a instalação de um Banco Vermelho, em uma ação simbólica de conscientização e enfrentamento à violência contra as mulheres. A iniciativa ocorreu durante a abertura da exposição Entre Linhas e Silêncios, da artista Maura De Carli, reunindo comunidade e representantes de entidades em um momento de reflexão no Dia Internacional da Mulher.
A ação foi realizada pelo Projur Mulher e Diversidade de Passo Fundo, com apoio da Prefeitura de Passo Fundo, da Galeria Estação da Arte e do Sesc Passo Fundo, em alinhamento com a Lei nº 14.942/2024, que incentiva a instalação de bancos vermelhos como memoriais públicos em memória das vítimas de feminicídio.
O Banco Vermelho funciona como um símbolo permanente em prol do “feminicídio zero”, chamando a atenção para a gravidade da violência contra as mulheres e divulgando canais de ajuda e denúncia, como o Ligue 180. A proposta é utilizar espaços públicos e culturais para ampliar o debate e incentivar a conscientização da sociedade sobre o tema.
Para a coordenadora da Galeria Estação da Arte, Lindiara Paz, receber a ação no espaço cultural reforça o papel da arte e da cultura como instrumentos de sensibilização e diálogo social. “Receber essa ação na galeria foi muito significativo, especialmente no Dia Internacional da Mulher. A arte tem essa capacidade de provocar reflexão e sensibilizar as pessoas. O Banco Vermelho traz uma mensagem forte de conscientização e reforça a importância de falarmos sobre a violência contra as mulheres e sobre a necessidade de combatê-la”, destacou.
A exposição Entre Linhas e Silêncios apresenta obras da artista Maura De Carli que abordam o corpo feminino como território de memória, presença e resistência. Nas telas, as mulheres aparecem sem rosto definido, representadas por fragmentos, curvas e ausências que dialogam com temas como identidade, silêncio e permanência.
As cores também carregam significados nas obras: o vermelho surge como denúncia e ferida aberta; o verde representa resistência; e o azul convida à introspecção. Entre formas e contrastes, a mostra propõe uma experiência sensível ao público, estimulando o olhar atento e a reflexão sobre histórias e trajetórias que muitas vezes permanecem invisibilizadas.
Além das pinturas, a exposição também contou com poesias produzidas pelos integrantes do coletivo Poetas Vivos, ampliando o diálogo entre artes visuais e literatura durante a abertura do evento.












