Criado em 2010 na cidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, o Centro de Referência em Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP) do Hospital São Vicente de Paulo foi o primeiro a ser desenvolvido no interior do Rio Grande do Sul para cuidar de pacientes portadores da doença. Coordenado pelo Dr. Vinicius Buas Dal Maso, médico pneumologista, o Centro de Referência acompanha e presta atendimento a pacientes de 43 municípios adjacentes.
O Centro de Referência conta com uma equipe altamente capacitada formada por pneumologistas, cardiologistas e reumatologistas e atende a todos os requisitos tecnológicos, de material humano e equipamentos para o desempenho da necessidade médica, de acordo com as diretrizes determinadas pela Organização Mundial da Saúde.
“O preparo da equipe com os equipamentos de ponta para avaliação são os destaques do nosso Centro de Referência. Apesar de ser considerada uma doença rara, atualmente, cuidamos de mais de 40 pacientes com HAP, todos adultos, residentes das regiões vizinhas de Passo Fundo”, comenta o especialista.
Entre os pacientes beneficiados pelo Centro de Referência está a senhora Cibele Pinto Pacheco, portadora da doença há seis anos. Em 2008, quando Cibele recebeu seu diagnóstico morava em Chapecó, Santa Catarina, e a cada três meses viajava para Porto Alegre para fazer o tratamento e os exames periódicos. Um ano após o lançamento do Centro de Referência em Passo Fundo, Cibele engravidou e as viagens tornaram-se cansativas.
“Quando descobri que estava grávida e que era uma gravidez de risco, resolvi mudar para a cidade de Passo Fundo para facilitar o meu tratamento. Os especialistas que já cuidavam de mim desde o início da doença eram todos de Passo Fundo e acompanharam a minha gravidez até o final. Hoje, tenho um filho de dois anos saudável e sem nenhum indício da doença. O Centro de Referência do Hospital São Vicente de Paulo trouxe mais qualidade de vida para mim e para a minha família”, comenta a paciente.
Doença mais ameaçadora do que muitos tipos de câncer, a HAP acomete as artérias que ligam os pulmões ao coração (as artérias pulmonares). Atualmente, a doença atinge cerca de 350 mil pessoas no mundo. No Brasil, esse número fica entre 3 mil e 10 mil pacientes. Quando não tratada com os recursos adequados e sem os medicamentos necessários, leva o portador à morte rapidamente. Segundo a literatura médica, a sobrevida média estimada em pacientes com HAP, sem tratamento específico, é de 2,5 anos, após o diagnóstico.
Devido à natureza não específica dos sintomas, a HAP é facilmente confundida com outras enfermidades mais comuns, como asma, bronquite ou insuficiência cardíaca, e, por isso, costuma ser mais frequentemente diagnosticada quando os pacientes atingem um estágio mais avançado. Conforme a HAP se desenvolve, o fluxo sanguíneo pelas artérias pulmonares é restringido. O lado direito do coração é submetido à tensão crescente para bombear o sangue até os pulmões e isso faz com que aumente de tamanho.











