Em 2010, às margens da BR-285 em Mato Castelhano três índios caingangues submeteram castigo a uma mulher por ela ter defendido o direito de a filha e do genro de viverem em outro acampamento indígena. Ela foi puxada para fora de casa, arrastada por cem metros até um campo, onde permaneceu amarrada a uma árvore por cerca de quatro horas, com correntes e cadeados.
O Ministério Público fez a denúncia pelo crime de tortura. O juiz Orlando Fachini Neto, de Passo Fundo inocentados os acusados. No entendimento do magistrado, os índios seguiram as regras da própria cultura para fins de reeducação. Destacou, ainda, que a sanção prevista havia sido documentada e era conhecida da comunidade, não apenas das mulheres, mas a qualquer um, em caso de contrariedade às normas vigentes.
A mulher que foi amarrada à árvore estava grávida no período.
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Jornalismo Rádio Planalto/Rádio Guaíba de Porto Alegre.











