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Messi se despede da Argentina com atuação de gala e deixa legado histórico na Albiceleste

Foto: reprodução

A noite desta terça-feira (06) ficará marcada para sempre na história do futebol argentino. No Estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires, Lionel Messi fez sua despedida da Seleção Argentina diante de sua torcida e encerrou uma das trajetórias mais vitoriosas já construídas por um jogador com a camisa de um país.

Em campo, a Argentina derrotou Benin por 3 a 0, em seu terceiro e último amistoso desta Data Fifa. Mais do que uma vitória, porém, a partida foi uma celebração à carreira do camisa 10. Messi teve uma atuação de gala: participou diretamente dos três gols, com uma assistência para Nicolás Otamendi, outra para Nico Paz e um gol de pênalti.

A partida também marcou a despedida de Otamendi da seleção argentina, tornando a noite ainda mais especial para os torcedores presentes no Monumental.

Uma noite para homenagear o maior astro argentino

Antes mesmo de a bola começar a rolar, a atmosfera no Monumental já deixava claro que aquela não seria uma partida comum. Aos 10 minutos do primeiro tempo, o jogo foi paralisado para uma homenagem a Messi. Torcedores e jogadores reverenciaram o craque, em uma demonstração de carinho por tudo o que ele representa para a Argentina.

Dentro de campo, entretanto, o primeiro tempo não foi simples para a Albiceleste. O Benin conseguiu criar algumas oportunidades e levou perigo em finalizações de Olaitan e Tamimou Ouorou. Messi, por sua vez, tentou marcar de fora da área em duas oportunidades, mas parou nas defesas do goleiro Dandjinou. Em outras tentativas, a bola passou muito perto das traves.

O roteiro mudou completamente na etapa final.

Logo no início do segundo tempo, Messi cobrou escanteio pela esquerda e encontrou Nicolás Otamendi livre na pequena área. O zagueiro apareceu bem colocado e cabeceou para abrir o placar, aumentando ainda mais a emoção da noite de despedidas.

Aos 16 minutos, Messi voltou a aparecer. O camisa 10 encontrou Nico Paz na entrada da área, e o meia acertou um belo chute colocado para fazer 2 a 0.

O momento mais aguardado da noite aconteceu aos 25 minutos. Giay, jogador do Palmeiras, foi atingido dentro da área, e o árbitro marcou pênalti. Coube a Messi assumir a responsabilidade. Com tranquilidade, o craque deslocou o goleiro e bateu no ângulo, com a perna esquerda, para marcar o terceiro gol argentino.

Era a assinatura perfeita para uma despedida histórica.

O fim de uma era

A história de Messi com a Seleção Argentina começou em 2005, quando, aos 18 anos, estreou contra a Hungria. Curiosamente, sua primeira partida com a camisa albiceleste terminou de maneira inusitada: o jovem atacante entrou no segundo tempo e acabou expulso apenas 92 segundos depois.

Dezessete anos depois, a história é completamente diferente.

Messi passou por momentos de enorme pressão, críticas e frustrações com a seleção. Em 2016, chegou a anunciar sua aposentadoria após a derrota para o Chile na final da Copa América. A decisão, porém, durou pouco. O craque voltou e, a partir dali, liderou a Argentina em uma das eras mais gloriosas de sua história.

Vieram a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022, a Copa do Mundo de 2022 e a Copa América de 2024.

O título mundial conquistado no Catar foi, para muitos argentinos, o capítulo definitivo de uma história que parecia incompleta. Messi finalmente levantou a taça mais desejada do futebol e passou a ser celebrado não apenas como um dos maiores jogadores da história, mas como o grande líder da geração que devolveu à Argentina o protagonismo no futebol mundial.

Números que ajudam a explicar o tamanho do legado

Ao encerrar sua trajetória pela seleção, Messi deixa números impressionantes. São 207 jogos, 126 gols e 70 assistências, marcas que o colocam como recordista de partidas e maior artilheiro da história da Seleção Argentina.

Mas números, neste caso, talvez não sejam suficientes para dimensionar o impacto de Messi.

Ele se tornou um símbolo de uma geração, conquistou títulos que por décadas pareceram distantes e transformou a relação entre o torcedor argentino e sua seleção. Se antes havia a sombra inevitável de Diego Maradona, hoje Messi construiu seu próprio lugar entre os maiores ídolos da história do país.

A despedida no Monumental foi, portanto, muito mais do que o último jogo de um craque. Foi o encerramento de uma era.

Messi deixa os gramados da seleção argentina como campeão mundial, campeão continental, maior artilheiro e jogador com mais partidas pela Albiceleste. E, acima de tudo, como um atleta que conseguiu transformar a admiração de milhões em uma relação de identidade com seu país.

Para muitos, Lionel Messi já se tornou o maior ídolo da história do futebol argentino. Para outros, sua carreira o coloca simplesmente no topo da história do futebol mundial, como o melhor jogador de todos os tempos.

A pergunta, agora, fica para você:

Messi já se tornou o maior ídolo do futebol argentino e, para muitos, o melhor jogador de todos os tempos. Você concorda? Ou Maradona ainda ocupa o primeiro lugar?

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