O vice-presidente da República e presidente nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Michel Temer visitou Passo Fundo na quinta-feira, 16. Na agenda de Temer constava que ele chegaria ao município apenas às 17 horas, mas como deixou de visitar os municípios de Bagé, Rio Grande e Santa Rosa, em função do mau tempo, chegou antes, ainda no final da manhã. Ele visitou a Universidade de Passo Fundo (UPF), a Faculdade Meridional – Imed e também a prefeitura de Passo Fundo. Depois do almoço, concedeu entrevista coletiva à imprensa regional, fez seu pronunciamento e seguiu para Florianópolis (SC). Na sequência ele se encontraria com a presidente Dilma em Curitiba (PR).
Acompanhado de correligionários do PMDB de toda a região e de apoiadores de outros partidos, Temer afirmou que agora, na reta final da campanha para o segundo turno, o diálogo e as visitas são fundamentais. “Nós estamos fazendo as visitas necessárias e eu sempre digo que a reeleição não é das pessoas, mas sim dos projetos e planos de governo. Sou favorável à reeleição porque estamos colocando à prova os programas que foram desenvolvidos no primeiro mandato. O povo é quem vai julgar se fizemos ou não um bom trabalho”.
Quanto à economia, ele disse que não deve ser explorada eleitoralmente e que o grande problema é quando há o desemprego. “Vivemos hoje uma situação de pleno emprego no país e é importante dizer que a economia do cotidiano, em que o sujeito compra frango e iogurte, por exemplo, continua da mesma forma. As pessoas estão vivendo um clima muito saudável com relação à economia”.
Ele se atrapalhou um pouco quando perguntado sobre o desenvolvimento do agronegócio, um dos pilares econômicos na região de Passo Fundo, em que a soja, o milho, o leite e o trigo são as principais culturas. “Estamos trabalhando muito para que haja cada vez mais desenvolvimento no setor sucralcooleiro, que movimenta anualmente bilhões de reais, possa ter ainda mais incremento e cresça no país”. A principal região do setor sucralcooleiro é o interior do estado de São Paulo.
As demarcações de terras indígenas na região foi outro tema abordado pela reportagem no local e Temer afirmou com total segurança que todas as questões com relação a esse assunto já foram resolvidas e que o governo federal está trabalhando para que todos – indígenas e agriocultores – sejam atendidos de forma plena, sem qualquer tipo de prejuízo para nenhum dos dois lados. “Nós tomamos todas as providências necessárias para resolver os conflitos”.
O apoio do PMDB a Sartori e do PT a Tarso também foi uma das questões levantadas, mas o ex-presidente da Câmara dos Deputados disse que no Rio Grande do Sul, o PMDB sempre esteve livre para qualquer tomada de decisão. “O PMDB inteiro está com Sartori e livre para fazer o que quiser. Para finalizar, ele falou sobre reforma política e reforma tributária, dois assuntos que sempre vêm à tona na época eleitoral. “A reforma política é indispensável para o país. Tentei executá-la por três vezes quando fui presidente da Câmara, mas não obtive êxito. No Brasil é assim mesmo, os projetos precisam de um tempo maior para que possam amadurecer e vejo que agora é o momento. A reforma tributária precisa ser feita e de forma sistêmica. Vamos sim tentar executá-la, caso sejamos eleitos para um novo mandato”.











