Grupo Planalto de comunicação

Moron: a discussão está de volta

Na terça-feira a rádio Planalto AM debateu um pedido de providências do vereador Ernani Laimer (PPS) em relação à modificação do horário de estacionamento na rua Moron. O vereador sugere que a proibição – que hoje vai das 22h às 6h – vigore da 0h às 6h.
Para quem não lembra, a extensão da Moron entre a Fagundes dos Reis e Capitão Eleutério era um palco de baderna, bebedeira e sexo ao ar livre. 
A cada final de semana recebíamos aqui na rádio o relato, recheado de tristeza, de quem mora nas imediações. Som alto, gritaria, trânsito pesado e brigas. Também chegavam até nós os lamentos de quem se mudou para ter um pouco mais de paz.
Pois bem, a lei veio proibindo estacionar no trecho entre 22h e 6h. Os comentários passaram a chegar diferentes. Os problemas diminuíram, ainda mais com a atuação da Brigada Militar e Guarda de Trânsito.
O vereador Laimer apresentou, então, o pedido. Segundo o parlamentar, um grupo de pessoas se disse prejudicado com a proibição, pois quando o relógio marca 22h precisam retirar seus carros, interrompendo assim jantares e visitas à familiares e amigos que residem na rua Moron.
Laimer não deixa de ter razão quando diz que não pode deixar sem resposta as pessoas que não querem a proibição. Elas tem o direito de reivindicar o que acham correto ou melhor. Entretanto, nesse ponto, acredito que não se deva modificar o que está dando resultado.
Não sou entusiasta de leis que retirem a possibilidade de escolha dos cidadãos. Ocorre que no caso da Moron uma verdadeira guerra estava se armando. Moradores, no limite da irritação, congelavam galões de água para arremessar das sacadas dos prédios. Por outro lado, vândalos infiltrados com os que queriam se divertir defecavam em frente aos prédios e às lojas, quebravam vidros e deixavam lixo espalhado. Em alguns dias, caso não houvesse interferência da Brigada Militar, por certo teríamos o confronto entre moradores e pessoas que estavam na rua.
Creio que não é a hora de modificar a lei; ela foi debatida em audiências públicas e pelo nossos representantes na Câmara. Os resultados estão surgindo. Quando o público possuir a educação necessária e respeitar uma lei, diria, universal – a do silêncio -, me parece que o problema será resolvido. 

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