Olá, amigos internautas!
Durante os últimos dias, após cada vitória do Grêmio, se ouve falar e se acompanha comentários através das redes sociais de que o time está com bastante sorte. Mas que sorte é essa, de tão longa duração, que o mantém em segundo lugar em um campeonato tão competitivo quanto o Brasileiro?
É preciso analisar com propriedade, sem paixões, o que vem ocorrendo. Tecnicamente, é um grupo limitado, o próprio técnico Renato reconhece, mas com jogadores que assumem devidamente as suas tarefas. Vieram, mesmo assim, derrotas, até mesmo dentro de casa, o que não é nada de anormal. O futebol, em síntese, não precisa ter um esquema altamente ofensivo para garantir bons resultados. Conforme as circunstâncias, é preciso bloquear as chances do adversário e depois chegar ao gol. O time tricolor gaúcho vem conseguindo.
Sorte é uma condição momentânea. Se há uma somatória de episódios alimentados por esse fator, não poderá se fugir ao reconhecimento de que está presente a eficiência. Muitos ainda preferem elogiar a Seleção Brasileira de 1982, de um futebol exuberante e sem resultado concreto, e criticam o estilo do elenco vencedor de 1994. Aquele time foi campeão, preparado para as circunstâncias, sem ser tecnicamente brilhante, mas buscava as vitórias. A Seleção de 2002 também demorou a se afirmar, recebeu críticas e quando encontrou o ritmo ideal disparou para o título.
O Cruzeiro alcançou a condição de excelência, bem distribuído em todos os setores do campo. Está muito à frente dos demais, com jogadores que se entendem por música. É um ano em que as jogadas brotam perfeitamente. Pode ser que em 2014 não consiga reeditar o desempenho. Futebol é cíclico, como se observa com o Corinthians e com o Fluminense, de recentes conquistas. Quando vem o desgaste, é preciso renovar.
São os resultados em sequência que garantem a tranquilidade. Sem regularidade, não se chega a lugar algum. O Internacional, por exemplo, tem um bom plantel, porém com carências defensivas, que custaram caro muitas vezes. Sua direção precisa assumir que vendeu o melhor zagueiro, Rodrigo Moledo, e não teve a humildade de reconhecer que precisava fazer a reposição.
É isso, amigos, até a próxima. Sejam felizes, vocês merecem!










