Há 10 anos, a Prefeitura realiza o programa Olhar de Criança, oferecendo testes de visão, encaminhamentos para consultas oftalmológicas e o fornecimento de óculos a crianças da rede municipal de ensino. A iniciativa, voltada desde o início à Educação Infantil, foi ampliada, em 2024, também para estudantes até o terceiro ano do Ensino Fundamental, garantindo que mais crianças tenham acesso ao serviço. Entre os anos de 2016 e 2025, mais de 21,7 mil testes foram realizados. Cerca de 1,1 mil alunos receberam óculos de forma gratuita.
De acordo com o secretário de Saúde, Diego Teixeira de Farias, a identificação do déficit de acuidade visual ainda na infância impacta diretamente na vida das crianças. “Até cerca de sete anos de idade, é possível corrigir a visão de forma mais efetiva. O programa traz reflexos positivos para a aprendizagem e, sobretudo, para a qualidade de vida das crianças”, enfatiza.
O programa conta com três etapas: inicialmente, as crianças passam por um teste de acuidade visual nas próprias escolas; aquelas que apresentam alteração são encaminhadas para consulta no Hospital de Olhos Lions Dyógenes Martins Pinto; caso seja verificada a necessidade, os estudantes recebem os óculos.
Triagens acontecem nas escolas
Neste ano, a estimativa é que 9 mil testes de visão sejam realizados nas escolas. A triagem já começou e segue um cronograma, a partir do qual as equipes da Prefeitura e do Hospital de Olhos percorrem as instituições de ensino para avaliar as crianças.
Nessa terça-feira (10), foi a vez da EMEI Cantinho Feliz e da EMEF Eloy Pinheiro Machado, que ficam no bairro Leonardo Ilha. “É um programa de extrema importância, visto que ampara, auxilia e ainda pode fornecer óculos às crianças da comunidade”, disse a diretora da EMEI Cantinho Feliz, Francieli dos Santos.
Os testes da triagem são feitos por meio de um aparelho oftalmológico chamado auto refrator, que mede rapidamente a refração ocular, fornecendo uma estimativa precisa do déficit de visão. É o que explica a técnica em enfermagem Andréia Machado, do Hospital de Olhos Lions, que faz a avaliação inicial. “As crianças que precisam são encaminhadas para a consulta médica. As com grau elevado têm prioridade. Nós vemos bastante crianças precisando de óculos. Em cada turma, geralmente, há duas ou três crianças com déficit. Às vezes, mais”, acrescenta.












