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Passo-fundense completa 104 anos e emociona com história de alegria e superação Aos 104 anos, a passo-fundense segue ativa, bem-humorada e com uma trajetória marcada pelo gosto pela música, pela dança e pelas lembranças de uma vida simples

Aos 104 anos, a história de dona Celita Dias da Costa é um retrato vivo de longevidade, simplicidade e alegria. Natural de Passo Fundo, conforme registro em sua identidade, Celita nasceu em 25 de janeiro de 1922 e celebrou mais um aniversário cercada de carinho no Residencial Geriátrico Casa Bela, onde vive desde 2018.

Mesmo com um quadro de demência, dona Celita mantém um jeito leve e afetuoso de encarar a vida. Sempre sorridente, ela participa ativamente da rotina da instituição, gosta de se movimentar, realizar atividades físicas e não esconde a preferência pelos momentos conduzidos pelo educador físico e pelo professor de música. Dançar e ouvir música gaúcha seguem sendo grandes paixões, sendo heranças de um tempo em que frequentava bailes acompanhada dos pais. Lembranças que ainda surgem com frequência em suas conversas.

Ao longo da vida, dona Celita trabalhou como doméstica em casas de famílias de Passo Fundo. Não constituiu família própria e, atualmente, não há registro de familiares próximos vivos ou que mantenham contato com ela. Ainda assim, Celita não está sozinha. Uma amiga mantém presença em sua vida, fazendo visitas frequentes e ajudando em pequenas demandas do dia a dia que vão além do trabalho da clínica, sempre em diálogo com a equipe que cuida dela.

Outro traço marcante de sua personalidade é a autonomia. Mesmo com o suporte diário de profissionais, dona Celita gosta de arrumar a própria cama e organizar seu guarda-roupa, mantendo hábitos que reforçam sua independência e identidade.

A história de dona Celita foi compartilhada em entrevista à Rádio Planalto News, acompanhada pela assistente social do Residencial Casa Bela, Gabriele França Rodrigues. Segundo ela, a idosa se adaptou muito bem desde que chegou à instituição por meio de um convênio com a Prefeitura, após encaminhamento da Secretaria de Cidadania e Assistência Social. “Ela é muito carismática, gosta das rotinas da casa e participa bastante das atividades. Suas lembranças, quando surgem, são sempre alegres”, destacou Gabriele.

Para marcar os 104 anos, a equipe do residencial organizou uma festa especial, celebrando não apenas o aniversário, mas uma trajetória de vida que atravessa gerações. O momento simbolizou o cuidado, o afeto e a importância do trabalho desenvolvido em instituições geriátricas, que contribuem para a qualidade de vida e a longevidade dos idosos.

Entre músicas, passos de dança e memórias de bailes antigos, dona Celita segue ensinando que viver bem vai muito além do tempo: está na alegria cotidiana, no movimento e nas histórias que continuam sendo contadas.

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