A sede da Polícia Federal em Passo Fundo iniciou nesta segunda-feira (15), uma mobilização pela criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC). O movimento, liderado pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), cobra que o Governo Federal envie ao Congresso o projeto de lei prometido pelo Ministério da Justiça.
O delegado local, Matheus Malmann, destaca o desequilíbrio orçamentário: o crime organizado movimentou R$ 348 bilhões no último ano, enquanto a PF opera com menos de R$ 2 bilhões para todas as suas funções. Atualmente, os valores apreendidos pela polícia não retornam diretamente à instituição, sendo contingenciados pela União.

A mobilização nacional aprovada em assembleia impacta atividades administrativas e operacionais:
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Passaportes: suspensos novos agendamentos e entregas regulares (exceto urgências comprovadas com passagens).
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Operações: suspensão de novas deflagrações e despachos de inquéritos eletrônicos.
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Controle: paralisação de processos de armas (CACs), produtos químicos e segurança privada.
Atividades essenciais permanecem: prisões em flagrante, casos de risco à vida, proteção de menores/idosos e combate ao tráfico de pessoas seguem funcionando normalmente.
A categoria aponta uma crise de atratividade e falta de financiamento para novas atribuições da PF. Malmann reforça que a pauta é institucional, não salarial:
“Não se trata de uma greve de natureza salarial, mas de um pleito que vai auxiliar as Polícias da União a combater ao crime organizado.”
A mobilização ocorre sob pressão do calendário eleitoral de 2026, que limita o prazo para aprovação de novas leis de financiamento. A Assembleia da ADPF segue em caráter permanente.











