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Prefeito Luciano retira projeto do ticket alimentação da Câmara de Vereadores

Em nova reunião com representantes do Sindicato dos Servidores Municipais de Passo Fundo (Simpasso) e de algumas categorias do funcionalismo municipal, o prefeito Luciano Azevedo (PPS), anunciou a retirada do projeto encaminhado na quinta-feira da semana passada, que aumentava o valor do ticket alimentação dos servidores para R$ 550 e revogava duas leis municipais. Agora, o executivo aguarda por uma nova proposta a ser encaminhada pelo Simpasso para que possa avaliar e dessa forma, tomar um novo posicionamento diante do impasse estabelecido. O Simpasso tem prazo de 24 horas, ou seja, até às 15 horas de quinta-feira, 11, para apresentar sua proposta à administração municipal de Passo Fundo.

Impossibilitado pelo Tribunal de Contas do Estado de efetuar o pagamento do vale aos servidores, o prefeito tentou argumentar com os representantes do funcionalismo, de que a suspensão do projeto de lei na câmara, seria uma alternativa para que a matéria não passasse pela votação. Os representantes dos servidores não aceitaram e alegaram que isso geraria mais insegurança ainda. Assim que o prefeito apresentou a alternativa da suspensão, o presidente do Simpasso, Marcelo Domingues Ebling se posicionou contrário e disse que o prefeito estava apresentando uma alternativa diferente do que havia sido acordado pela parte da manhã. “Essa é uma oportunidade que a administração perde de resolver publicamente essa situação porque a suspensão do projeto no legislativo não nos interessa”, disse Marcelo.

Diante disso, o prefeito Luciano tomou um posicionamento final sobre a discussão e resolveu que era hora de retirar o projeto da Câmara, para dar mais tranquilidade aos servidores municipais, mas fez uma ressalva. “Vamos retirar o projeto e aguardamos nova proposta para alteração da Lei. Mas estamos obrigados a remeter novo projeto à Câmara”. Depois disso, o presidente do Simpasso ainda fez uma exigência ao prefeito. “Queremos o abono de todos os servidores municipais nos dias em que ficaram paralisados. Nossa greve não é ilegal e isso traria uma segurança a mais aos servidores”. Sobre o tema, o prefeito Luciano entendeu que não era a hora certa para a discussão e disse que posteriormente a administração tomaria um posicionamento também sobre esse tema.

Logo após a reunião, Marcelo Ebling fez o comunicado oficial aos servidores que se encontravam reunidos em frente à Câmara de Vereadores sobre o posicionamento do prefeito Luciano. Muitos dos servidores já estavam no interior da casa legislativa para acompanhar a sessão ordinária de quarta-feira, 10.

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