A Prefeitura de Passo Fundo recebeu autorização do Governo do Estado para realizar a demolição do antigo prédio da Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), imóvel pertencente ao Estado que está inutilizado e sem previsão de reutilização desde 2019. A liberação ocorreu durante reunião realizada na tarde de terça-feira (3), em Porto Alegre.
O encontro foi realizado na Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul e contou com a presença do prefeito Pedro Almeida, do secretário estadual da Segurança Pública, coronel Mário Ikeda, do vice-prefeito coronel Volnei Ceolin, do secretário municipal de Planejamento, Giezi Schneider, e do procurador-geral do Município, Giovani Corralo.
O prefeito Pedro Almeida ressaltou que a medida representa uma ação de segurança para a população e avanço no planejamento e execução da Cidade da Polícia. “Esse prédio está abandonado há anos e se transformou em um problema para a comunidade. Com a autorização do Estado, vamos eliminar esse risco, dar uma resposta concreta aos moradores e preparar a área para uma nova estrutura e também começar a tornar mais efetivo nosso projeto da Cidade da Polícia, local que vai reunir a área da segurança pública do município”, afirmou o prefeito, que ainda complementou “ Essa tratativa, iniciou em uma das visitas do Vice-Governador, Gabriel Souza, quando junto com o deputado Luciano Azevedo, mostramos o prédio e falamos da necessidade da demolição do prédio da DPPA”.
O prédio está interditado desde fevereiro de 2019 devido a graves problemas estruturais. Ao longo dos anos, tornou-se foco de descarte irregular de lixo e abrigo para pessoas em situação de vulnerabilidade e uso de drogas, gerando preocupação aos moradores da região.
A estrutura integra a permuta firmada entre Município e Estado, com a cedência de outros espaços do patrimônio do Estado para viabilizar a construção da Cidade da Polícia, no antigo campo de futebol “Delmar Sittoni” no bairro Dona Elisa, empreendimento que já está com edital aberto para contratação da empresa responsável pela obra. Inicialmente, a demolição ocorreria somente após a conclusão da Cidade da Polícia. No entanto, diante das condições do imóvel e dos riscos à segurança da população, o Município solicitou a antecipação do procedimento, o que foi autorizado pelo Estado.
De acordo com o secretário de Planejamento, Giezi Schneider, a Prefeitura iniciará a elaboração do projeto técnico e a contratação de empresa especializada para executar o serviço. “O investimento para a demolição e para as licenças necessárias será de responsabilidade do Município”, explicou.
A secretaria de Planejamento (SEPLAN) formalizará os documentos e elementos licitatórios, memorial descritivo, estudo tecno preliminar e orçamento, documentação exigida pela legislação e encaminhamento a central de licitações e contratos. “A demolição de um prédio bastante grande, um prédio de mais de 2 mil metros quadrados e que deve consumir aí aproximadamente quatro meses de trabalho entre demolição e limpeza do local para deixar o terreno apto para depois receber outros equipamentos”, completou Giezi.
A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos em até quatro meses, incluindo a demolição da estrutura, retirada dos resíduos, limpeza e cercamento da área, garantindo mais segurança à comunidade.











