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Presidente da Cotrijal destaca preocupação com abastecimento de diesel Ney Mânica também falou sobre público da Expodireto, negócios do agronegócio e o avanço do projeto da usina Soli3

Foto: Divulgação/Cotrijal

Durante a programação da Expodireto Cotrijal 2026, nesta quarta-feira (11), o presidente da Cotrijal, Ney Mânica, avaliou de forma positiva os primeiros dias da feira e comentou temas que preocupam o setor produtivo, como o abastecimento de diesel em plena colheita da soja.

Segundo o presidente, a movimentação de público vem crescendo ao longo da semana, mantendo a tradição de grande participação de produtores, expositores e visitantes.

Mânica destacou que o primeiro dia costuma ter forte presença de lideranças políticas, enquanto os dias seguintes concentram ainda mais produtores e visitantes interessados em conhecimento e negócios.

Ele ressaltou que a expectativa é de grande público até o encerramento da feira, possivelmente com números semelhantes ou até superiores aos registrados na edição anterior.

Em relação aos negócios, o presidente explicou que o volume depende diretamente do momento vivido pelo agronegócio.

“Quando temos uma safra boa, é um tipo de movimentação. Quando existem dificuldades, o comportamento muda. Mas o produtor sempre vem à feira para buscar conhecimento, informação e oportunidades”, afirmou.

Outro ponto abordado foi a preocupação com o abastecimento de diesel, especialmente em um período crucial para o campo, com a colheita da soja em andamento. Segundo Mânica, o cenário está ligado ao contexto internacional e à instabilidade causada por conflitos, que podem afetar a logística de combustíveis.

Ele alertou que a divulgação de possíveis faltas pode gerar uma corrida pelo produto, provocando aumento de preços ou dificuldades momentâneas de abastecimento. Mesmo assim, a expectativa é de que a situação seja normalizada nos próximos dias.

“Esse é um momento em que não pode faltar combustível, porque a soja está pronta para ser colhida e não pode esperar na propriedade”, explicou.

Durante a entrevista, o presidente também falou sobre o avanço do projeto da usina Soli3, que deverá produzir biodiesel e ampliar a industrialização da soja na região. A cooperativa já obteve a licença prévia e deve iniciar as obras em breve, com previsão de cerca de 24 meses para a conclusão.

A proposta é ampliar a capacidade de processamento da soja, agregando valor à produção e fortalecendo a cadeia do agronegócio. Mânica destacou que a industrialização é um caminho sem volta para o setor.

Segundo ele, a produção de biodiesel e etanol tem papel importante ao absorver parte da produção agrícola e contribuir para a geração de valor.

“Precisamos industrializar, transformar e agregar valor àquilo que produzimos”, concluiu.

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