Um caso chamou a atenção em todo o Estado nesta semana. Um homem de 47 anos, suspeito de envolvimento em furtos na região e com diversos antecedentes criminais, foi encontrado amarrado a um poste na região da Hidráulica, no município de Rio Grande. O caso, inicialmente tratado como suspeita de tortura, segue sendo investigado pela Polícia Civil.
De acordo com informações obtidas pela reportagem, a análise de vídeos e imagens amplamente divulgados nas redes sociais permitiu identificar pelo menos quatro pessoas envolvidas na ocorrência. Os indivíduos teriam participado diretamente das agressões, da contenção do homem, das filmagens e de atos considerados pelas autoridades como degradantes.
Em depoimento, o homem relatou que foi abordado por moradores na Rua 1º de Maio e levado em um automóvel até uma residência localizada na Avenida Buarque de Macedo. No local, afirmou ter sido despido, amarrado a um poste, agredido fisicamente e exposto publicamente.
O indivíduo informou ainda que seis pessoas teriam participado da ação. As diligências continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer completamente a dinâmica dos fatos.
A Brigada Militar foi acionada no final da tarde de quarta-feira (10) e encontrou o homem amarrado ao poste. Nenhum suspeito estava presente no local quando a guarnição chegou.
As investigações apontam que moradores da região teriam identificado o homem como suspeito de praticar furtos e decidiram submetê-lo a uma espécie de punição pública. No entanto, a Polícia Civil ressalta que não há confirmação de que o episódio esteja relacionado a algum crime recente.
Conforme apurado pela reportagem, o homem possui diversos antecedentes criminais, incluindo registros por furto, roubo, lesão corporal e ameaça. Mesmo diante desse histórico, a polícia reforça que as circunstâncias do caso serão apuradas dentro do inquérito instaurado para investigar a possível prática de tortura.
Confira o vídeo;
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o crime e não descarta eventual readequação jurídica conforme o avanço das investigações. A identidade da vítima permanece preservada.
Reportagem: Jeferson Vargas
Grupo Planalto de Comunicação











