Nós trabalhadores mortais ficamos zonzos em meio a cruzada de informações sobre o projeto das terceirizações. É o primeiro conflito de classe que vejo na vida onde os próprios sindicatos de trabalhadores se dividem. Por isso que ficamos confusos. Quem está certo? A CUT diz que o projeto precariza os direitos dos trabalhadores e a Central Sindical sustenta que o projeto é bom! E daí? Quem tem razão? A mim, particularmente, não importa quem será o meu patrão, desde que me paguem meu salário, depositem meu FGTS, me assegurem férias e os demais direitos previstos. Nossa atividade fim é produzir e gerar informação no rádio. Estar com a carteira assinada pela Rádio Planalto ou por uma empresa de locução, tanto faz.
Fora disso, não acredito que o projeto se torne lei. A aprovação na Câmara foi apertada. Tem uma barreira forte no Senado. Se for aprovado, a Presidente Dilma Roussef que já se posicionou contra, por certo vai vetá-lo. Voltando para o Congresso, para derrubar o veto não dependerá mais de maioria simples, precisará de mais votos. A aprovação já foi apertada, cerca de 30 votos. Dificilmente, o Congresso terá força para derrubar um veto desse para que o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, possa promulgá-lo.










