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Transporte ferroviário de cargas caiu pela metade em 18 anos no Rio Grande do Sul Mesmo com aumento da produção, uso das ferrovias diminui e amplia dependência do transporte rodoviário

O transporte de cargas por ferrovias no Rio Grande do Sul registrou uma queda de aproximadamente 50% nos últimos 18 anos. O dado chama atenção porque, no mesmo período, a produção agrícola do estado cresceu de forma significativa, evidenciando um descompasso entre a demanda logística e a infraestrutura disponível.

Estudos e relatórios de entidades do setor apontam que a redução no uso das ferrovias ocorre em meio a problemas estruturais e falta de investimentos na malha ferroviária. Trechos inteiros foram desativados ao longo dos anos, enquanto outros operam com baixa eficiência e velocidade reduzida.

Outro fator que contribui para o cenário é a concentração do transporte de cargas no modal rodoviário, que hoje responde pela maior parte da logística no Brasil. Com isso, produtos que poderiam ser transportados por trem acabam sendo levados por caminhões, o que eleva custos e impacta a competitividade, especialmente no agronegócio.

A situação também afeta a diversidade de cargas transportadas. O uso das ferrovias ficou mais restrito, com redução no transporte de produtos industrializados e contêineres, limitando ainda mais o potencial do modal.

Especialistas apontam que a retomada de investimentos, a modernização da infraestrutura e a revisão de contratos de concessão são fundamentais para reverter o quadro. A ampliação do uso das ferrovias é vista como estratégica para reduzir custos logísticos, melhorar a eficiência no escoamento da produção e fortalecer a economia do estado.

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