O túmulo de Joaquim Fagundes dos Reis, fundador de Passo Fundo, que está localizado às margens da BR 285, na saída para Mato Castelhano, está em situação precária. O mato dos arredores já toma conta do local, que há tempo está abandonado.
Joaquim Fagundes dos Reis nasceu em 17 de agosto de 1785, na Comarca de Curitiba. Foi um dos desbravadores do antigo território de Passo Fundo, tendo vindo para cá como capitão da Guarda Nacional, designado para servir no 4° Quarteirão de Cruz Alta, no incipiente povoamento de Passo Fundo, onde Manoel José das Neves e sua família, por determinação do Governo Imperial, já tinha se fixado em Passo Fundo, comandando uma escolta de seis praças imperiais, tendo por local o que é hoje a Praça Tamandaré.
Sob o comando militar de São Borja, em 1830, Fagundes dos Reis foi designado Comissário no território de Passo Fundo, sendo elevado, em 1834, ao cargo de Juiz de Paz. Na qualidade de Juiz, encaminhou uma petição à autoridade eclesiástica para construir uma capela, sob a invocação de Nossa Sra. da Conceição Aparecida.
Durante a Revolução Farroupilha, ocorrida no decênio 1835/45, Joaquim Fagundes dos Reis colocou-se ao lado dos revolucionários farrapos, apoiando o movimento. Por esse motivo, foi preso e enviado às autoridades da Corte, sendo libertado mais tarde.
Retornando ao território de Passo Fundo, encetou uma luta pelo desenvolvimento da sua terra adotiva, que se projetava à medida que o tempo passava, uma vez que o povoado já era passagem obrigatória dos tropeiros, realizando o comércio de gado com destino à Província de São Paulo. Conta a 38 Vultos da História de Passo Fundo história que Joaquim Fagundes dos Reis “proporcionava aos tropeiros garantia de hospedagem, um bom chimarrão e uma caninha de boa qualidade.”











