“O período de férias não pode ser usado como argumento para prejudicar o cotidiano dos trabalhadores que continuam precisando do transporte público para cumprir seus compromissos diários”, disse a vereadora Marina Bernardes (PT) ao oficiar, nesta quarta-feira (21), a Coleurb sobre a situação de descaso com os usuários do transporte coletivo no município.
No documento encaminhado à empresa concessionária do serviço, a vereadora intensificou a cobrança por providências imediatas diante do agravamento das falhas no transporte coletivo urbano, especialmente durante o período de verão. Em apenas uma semana, o gabinete da parlamentar recebeu mais de 500 reclamações formais de usuários denunciando atrasos recorrentes, cortes de horários, redução de frota e superlotação. “Estamos falando de trabalhadores e estudantes submetidos a longas esperas sob sol intenso, pontos sem estrutura mínima e ônibus lotados, quentes e inseguros. Essa situação não é um problema pontual; é resultado de omissão e falta de fiscalização”, afirma.
Marina também contesta a redução da frota sob o argumento de “recesso escolar”, ressaltando que a cidade segue funcionando normalmente. “Os trabalhadores, em sua grande maioria, não entraram em férias e nem mudaram sua rotina. Penalizar o usuário com menos ônibus é uma escolha política que precisa ser enfrentada”, critica a legisladora, acrescentando que além do desconforto extremo, a superlotação em dias de calor intenso coloca em risco a saúde tanto de quem utiliza o serviço como dos trabalhadores que atuam nos veículos, podendo causar mal-estar, quedas de pressão e outros agravamentos, sobretudo entre idosos e pessoas mais vulneráveis.
Diante das centenas de reclamações recebidas contendo as dificuldades enfrentadas pela população, o mandato da vereadora Marina acionou à empresa solicitando medidas imediatas para benefício dos usuários, como o restabelecimento das linhas mais afetadas, a recomposição da frota e a manutenção preventiva dos veículos. “O transporte coletivo é serviço público essencial. A Prefeitura parece desconsiderar isso e acentua o desmonte de todo o sistema, precarizando ainda mais a atividade para quem precisa dela. Nosso mandato seguirá fiscalizando e cobrando até que a população tenha um serviço digno e seguro”, concluiu.











