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População lota ginásio para assistir palestra de Médium em Mato Castelhano

  Mesmo numa noite de segunda-feira,  um ginásio em Mato Castelhano, foi pequeno para o público que compareceu para assistir a palestra do médium e deputado estadual(PDT) Marlon Santos. Santos, tem apenas 41 anos, é produtor rural, escritor, publicitário,  bacharelando em Filosofia, deputado estadual e há 20 anos  realiza cirurgia espiritual.   Perguntando sobre quantas cirurgias já fez,  ele pediu que fizesse o cálculo: em torno de 35 por sábado, há 20 anos.  Suas cirurgias duram cinco minutos em média cada uma.  Não existe exames pré e nem pós operatórios.  Na palestra ele mostra um vídeo de 20 minutos onde aparece retirando tumores de pacientes, inclusive, da cabeça.  Em 1999,  ele foi preso, após uma denúncia do Ministério Público, por exercício ilegal da medicina.  “Não sou médico justificou ele, faço a cura espiritual”.  Sou católico, não discrimino homossexual,  não tenho preconceito contra religiões, mas não acredito que sacrificar uma galinha numa esquina vai fazer mal ou bem a alguém, nem  na África vi isso, disse ele.

  Nos encontros promovidos pelo médium em sua cidade, Cachoeira do Sul,  já foram contabilizados 92 ônibus lotados de fiéis.  Ele realiza suas curas somente aos sábados e não cobra nada.  Essa é minha missão, esclarece. Em nossa atividade, mais de 90% são charlatões, criticou Marlon Santos.  A própria palestra proferida na semana do município de Mato Castelhano, foi de graça. Não cobrou da prefeitura, atendendo convite do prefeito Jorge Agazzi.

   No entendimento do palestrante, todos nós somos doentes espirituais crônicos. Desarrumamos nossa própria trajetória. Criamos ambiente infértil para nós mesmos. “Nessa pequena cidade todos deveriam saber o nome um do outro, mas tem muita gente aqui que não se olha”, criticou.  Em casa não é diferente,  quem já teve a coragem de dizer para o irmão ou para o pai, a mãe, o filho, maiores de idade, eu te amo?  Quem já pegou o irmão maior no colo para fazer um carinho?  Porque ficamos uma noite passando a mão no rosto de uma pessoa no caixão, se na vida, nunca fizemos isso ?  Salientou que quando infringimos as regras da vida social, comunitária ou familiar,  estamos construindo um ambiente para adoecer espiritualmente. 

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