A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), uma nova etapa da Operação Lamaçal, que resultou na prisão temporária de Marcelo Caumo, ex-prefeito de Lajeado e ex-secretário estadual de Desenvolvimento Urbano. A investigação apura um suposto esquema de desvio de recursos federais que haviam sido destinados ao Rio Grande do Sul após as enchentes.
Caumo, que governou Lajeado entre 2017 e 2024, cumprirá inicialmente cinco dias de prisão, prazo que pode ser estendido pela Justiça. Vale destacar que o inquérito foca em atos ocorridos no período em que o político estava no cargo, não possuindo vínculo com a administração municipal atual.
Além do ex-prefeito, as autoridades prenderam uma empresária suspeita de integrar o grupo beneficiado pelas irregularidades. Uma vereadora também foi alvo de medida cautelar, sendo afastada de suas funções legislativas.
Ao todo, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) autorizou:
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20 mandados de busca e apreensão em cidades como Porto Alegre, Novo Hamburgo, Lajeado, Muçum e Encantado;
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Bloqueio de contas bancárias e sequestro de veículos dos envolvidos.
O esquema investigado
O foco da PF está em licitações da Prefeitura de Lajeado que teriam sido fraudadas. Sob a justificativa da calamidade pública de 2024, o município realizou contratações diretas — com dispensa de licitação — para serviços de assistência social, psicologia e transporte.
Os investigadores apontam que dois contratos firmados nesse período somam cerca de R$ 120 milhões. Entre os crimes apurados estão:
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Fraude em licitação e contratação ilegal;
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Corrupção ativa e passiva;
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Lavagem de dinheiro e associação criminosa.










