A Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI) de Porto Alegre abriu inquérito para investigar supostos ataques homofóbicos em redes sociais contra o peão de Centro de Tradições Gaúchas (CTG), produtor e gestor cultural Aquiles Barboza, de 45 anos.
Aquiles registrou ocorrência policial, contratou advogado e está enviando ao delegado prints com as mensagens supostamente homofóbicas. Ele busca a responsabilização dos autores.
“Homofobia é crime e a internet não é local de impunidade. Não estou dando conta de printar e salvar links de perfis para alimentar o inquérito. Porém, da mesma forma que o material viralizou para que o pessoal disseminasse o ódio, também estou recebendo muita solidariedade”, relatou o peão.
O CTG Vaqueanos da Tradição, de Porto Alegre, ao qual Aquiles faz parte, publicou manifestação de repúdio. No documento, a instituição afirma que não se calará diante de manifestações de ódio.
“Nos entristece profundamente que, em um espaço destinado à valorização da cultura, do folclore e das tradições, ainda existam manifestações de preconceito e desrespeito. A cultura gaúcha é feita de pessoas, histórias e diversidade e deve ser um ambiente de acolhimento, respeito e orgulho para todos”.
Nota do CTG Vaqueanos da Tradição:
“O CTG Vaqueanos da Tradição vem a público manifestar seu total repúdio aos comentários homofóbicos realizados a cerca da participação de Aquiles Barboza no I Congresso Brasileiro de Folcloristas.
Aquiles estará representando, com seriedade e compromisso, o Colegiado de Folclore e Tradição Gaúcha do Rio Grande do Sul neste importante evento nacional. Atacar alguém por quem é, ou tentar diminuir sua participação por preconceito, é algo inadmissível.
Nossa entidade não se calará diante de manifestações de ódio. Tradição não se sustenta no preconceito, mas no respeito entre as pessoas.”










