Grupo Planalto de comunicação

HSVP é referência no cuidado a pacientes com Disfagia ao seguir padrões internacionais A disfagia é a dificuldade de engolir alimentos, líquidos, saliva ou secreções

Foto - Ana Paula Koenemann - Comunicação HSVP

Na próxima sexta-feira, 20 de março, será celebrado o Dia Nacional da Atenção à Disfagia. A data chama a atenção para um problema de saúde muitas vezes pouco conhecido, mas que pode trazer consequências graves quando não é identificado e tratado adequadamente. No Hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo, o tema ganhou ainda mais destaque por meio do trabalho das equipes multiprofissionais, que implantaram práticas inovadoras e seguras no cuidado a pacientes com disfagia.

A disfagia é a dificuldade de engolir alimentos, líquidos, saliva ou secreções. A condição pode afetar pessoas de diferentes idades e está frequentemente associada a doenças neurológicas, oncológicas e ao envelhecimento. Conforme a gestora do serviço de fonoaudiologia, Laura Cristine Giacometti, quando não tratada, pode provocar desnutrição, desidratação e complicações respiratórias, como a pneumonia aspirativa. “Essa condição ocorre quando alimentos, líquidos ou secreções são aspirados para os pulmões, causando inflamação e infecção. Em pacientes idosos frágeis hospitalizados, a broncoaspiração pode ocorrer em até 47% dos casos, sendo considerada um importante fator de risco para óbito”.

Diante desse cenário, em 2024, o HSVP implementou o IDDSI, uma escala internacional de padronização das consistências alimentares para pacientes com disfagia. O sistema orienta de forma precisa a textura e a consistência dos alimentos oferecidos, garantindo maior segurança durante a alimentação. A iniciativa foi conduzida de forma integrada pela Fonoaudiologia, pela Nutrição e pela Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN), além de contar com a participação da equipe da cozinha hospitalar, que precisou adaptar cardápios e testar alimentos para garantir que as dietas estivessem de acordo com os padrões.

Samuel, de 3 anos e seis meses, está internado há cerca de um mês no Centro Oncológico Infantojuvenil com diagnóstico de meduloblastoma. Ele é um dos pacientes acompanhados pelas equipes multiprofissionais, entre as quais estão a nutricionista Emili, a fonoaudióloga Gisele e a estagiária Laura. Juntamente com outros profissionais, elas auxiliaram na adaptação do menino, que apresentou dificuldades para engolir e paralisia facial. Samuel vem sendo acompanhado em toda a evolução do quadro, desde a cirurgia e a passagem pela UTI até a recuperação no leito.

Atualmente, o Hospital São Vicente de Paulo é um dos poucos hospitais do país que possui a implementação completa dessa padronização, incluindo a adaptação das dietas na cozinha hospitalar. Para a coordenadora da nutrição, Vanessa Bertoni, o trabalho desenvolvido contribui diretamente para aumentar a segurança alimentar, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “A iniciativa também permite que pessoas que necessitam de dietas adaptadas ou que utilizam dispositivos como sondas ou gastrostomia recebam uma nutrição adequada e segura”.

A mudança de protocolo também envolveu a revisão de processos relacionados à administração de medicamentos, com a participação da farmácia, além do alinhamento com as equipes médicas e de enfermagem. Para os profissionais das equipes multiprofissionais, a melhoria reforça o compromisso da instituição com uma assistência qualificada e baseada em evidências, demonstrando como o trabalho integrado entre diferentes especialidades pode transformar o cuidado hospitalar e garantir mais segurança e dignidade aos pacientes.

Facebook
Twitter
WhatsApp