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Família desaparecida no RS: sinal de celular direciona buscas para área rural ligada a suspeito Polícia concentra operações em região onde há sítio de familiar do principal investigado; três pessoas estão desaparecidas há mais de 50 dias

As buscas por três integrantes da mesma família desaparecidos há mais de 50 dias seguem na Região Metropolitana de Porto Alegre. A Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros intensificaram os trabalhos em uma área rural entre Gravataí e Cachoeirinha, após a perícia identificar um sinal do celular de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, dias depois do seu desaparecimento, em 24 de janeiro.

Na região apontada pelo rastreamento também há um sítio pertencente a familiares do principal suspeito, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana. As equipes voltaram a utilizar cães farejadores, estratégia considerada mais eficaz quando há delimitação de áreas específicas para busca.

Na última semana, operações ocorreram em diferentes pontos, incluindo propriedades na Vila Anair e áreas rurais dos dois municípios. Durante as diligências, foram apreendidos celulares, um notebook e dois veículos ligados a familiares do suspeito, que passarão por perícia.

Além de Silvana, seguem desaparecidos os pais dela, Isail Aguiar, de 69 anos, e Dalmira Aguiar, de 70, vistos pela última vez nos dias 24 e 25 de janeiro. Segundo a polícia, não houve qualquer movimentação nas contas bancárias das vítimas desde então, o que reforça a suspeita de crime.

A principal linha de investigação aponta para feminicídio contra Silvana, duplo homicídio contra os pais dela e ocultação de cadáver. O delegado Anderson Spier destaca que o longo período sem ações financeiras é incompatível com a rotina de qualquer pessoa.

Cristiano Domingues Francisco está preso temporariamente desde 10 de fevereiro. A defesa afirma que colabora com as investigações e avalia medidas judiciais, como pedido de habeas corpus. A expectativa da polícia é concluir o inquérito em até 30 dias.

Paralelamente, os investigadores analisam materiais apreendidos em endereços ligados ao caso, incluindo dispositivos eletrônicos de um amigo do suspeito, que teria sido citado como parte de um álibi. Também seguem pendentes laudos periciais, como exames de material genético encontrado na casa da vítima.

Outro ponto apurado é a identificação de um carro vermelho que esteve na residência de Silvana na noite do desaparecimento. Imagens de câmeras de segurança mostram movimentações consideradas atípicas no local.

O caso segue mobilizando forças de segurança e é tratado como uma das principais investigações em andamento no estado.

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