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Plano Rio Grande avança com novas políticas climáticas e investimentos em prevenção de desastres no RS Eduardo Leite e Gabriel Souza anunciam pacote de ações que inclui monitoramento em tempo real, obras estruturais e criação de novos órgãos de gestão de riscos

O governo do Rio Grande do Sul apresentou, nesta quarta-feira (18), um novo conjunto de políticas públicas voltadas à prevenção e resposta a eventos climáticos extremos. As medidas integram o Plano Rio Grande, programa estratégico liderado pelo governador Eduardo Leite para reconstrução e fortalecimento da resiliência do Estado.

Durante evento no Palácio Piratini, Leite destacou que a reconstrução e preparação do Estado são processos de longo prazo, que exigem continuidade entre governos e participação ativa da sociedade. Segundo ele, o objetivo é consolidar políticas duradouras que garantam segurança e desenvolvimento frente aos desafios climáticos.

As ações anunciadas abrangem desde obras estruturais até o uso intensivo de tecnologia e dados. Entre os destaques estão projetos de proteção contra cheias, zoneamento de áreas de risco, ampliação do monitoramento de rios e lagoas e estudos técnicos nas principais bacias hidrográficas do Estado.

Um dos principais investimentos envolve a realização de batimetria na Lagoa dos Patos e estudos nas bacias dos rios Caí e Gravataí, totalizando R$ 44,4 milhões. As iniciativas buscam compreender melhor o comportamento das águas e orientar futuras intervenções em cenários de eventos extremos.

Outra frente importante é o Projeto Rios, que prevê a requalificação do Vale do Taquari, incluindo definição de áreas de risco onde não haverá reocupação, além de medidas de compensação e reorganização urbana. O projeto também propõe a criação da Autoridade das Águas, uma autarquia estadual voltada à gestão dos recursos hídricos.

Na área de infraestrutura, foi assinada a contratação para construção do Centro Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres, em Porto Alegre. Com investimento de R$ 70 milhões, o espaço terá tecnologia avançada para monitoramento e resposta rápida a emergências.

O Estado também avançou na instalação de uma rede de monitoramento hidrometeorológico, com 124 estações já operando e previsão de chegar a 130 até o fim de março. Os equipamentos permitem coleta de dados em tempo real, com atualização a cada dez segundos, ampliando a capacidade de կանխecção e prevenção.

Entre as medidas institucionais, o governo anunciou a criação da Secretaria Estadual de Proteção e Defesa Civil, que dará mais autonomia administrativa e fortalecerá a atuação do Estado na gestão de desastres.

Outro destaque é o apoio direto aos municípios: 73 cidades afetadas pelas enchentes de 2024 receberão equipamentos como veículos, geradores e rádios, reforçando a capacidade local de resposta a emergências.

O pacote inclui ainda o lançamento do portal ClimaRS, uma plataforma digital que reunirá dados meteorológicos e hidrológicos em tempo real, permitindo que a população acompanhe condições climáticas, níveis de rios e receba alertas da Defesa Civil.

Para o vice-governador Gabriel Souza, o conjunto de ações representa um esforço histórico de reconstrução. Ele comparou a dimensão do trabalho a um cenário de pós-guerra, destacando a necessidade de continuidade e engajamento coletivo para garantir a eficácia das medidas.

Com foco em prevenção, tecnologia e governança, o Plano Rio Grande busca preparar o Estado para enfrentar eventos climáticos cada vez mais frequentes e intensos, promovendo segurança e desenvolvimento sustentável a longo prazo.

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