Lei sobre contratações do Samu e profissionais que atuam na saúde em Passo Fundo, aprovada na sessão plenária da Câmara de Vereadores na segunda-feira (23), vem gerando debates na cidade. Em contato com Grupo Planalto de Comunicação, o vereador Diego Milani (PL) se posicionou contra a Mensagem Retificativa nº 12/2026, que estabelece um intervalo de 24 meses para que profissionais contratados temporariamente possam firmar novo vínculo com o município no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Ao justificar o voto, Milani afirmou que a medida penaliza profissionais que já atuam no serviço e acumulam experiência no atendimento de urgência. Segundo ele, ao impedir contratações sucessivas, o texto pode, na prática, afastar trabalhadores qualificados dos próximos processos seletivos, mesmo sendo peças fundamentais no funcionamento do Samu.
O vereador ressaltou que esses profissionais desempenham papel decisivo no atendimento à população e que a descontinuidade pode comprometer o entrosamento das equipes e a eficiência do serviço. Ele também destacou que seguirá cobrando do Executivo a realização de concurso público, defendendo que a medida é necessária para garantir estabilidade aos trabalhadores e preservar a qualidade do atendimento.
Apesar da crítica à mensagem retificativa, Milani votou favoravelmente ao Projeto de Lei nº 19/2026, destacando a importância de manter o funcionamento do Samu e assegurar o atendimento à comunidade de Passo Fundo, tanto nas Unidades de Suporte Básico quanto nas Unidades de Suporte Avançado.
A repercussão da medida também mobiliza profissionais da área da saúde, que acompanham o desdobramento da legislação e avaliam os reflexos nas futuras contratações. .
Reportagem: Jeferson Vargas












