A Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou os resultados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2024 (PeNSE), trazendo um panorama preocupante sobre a saúde mental e a convivência escolar de adolescentes no Brasil.
De acordo com o estudo, uma em cada quatro pessoas entre 13 e 17 anos considera que “a vida não vale a pena ser vivida”. Além disso, 32% dos estudantes afirmaram ter sentido vontade de se machucar de propósito nos 12 meses anteriores à pesquisa, enquanto 4,5% disseram não ter amigos próximos.
Os dados evidenciam uma diferença marcante entre meninas e meninos. Entre as meninas, 43% relataram sofrimento emocional desse tipo, mais que o dobro dos 20% registrados entre os meninos. Outro dado alarmante mostra que 26,1% dos estudantes sentem que ninguém se preocupa com eles, percentual que sobe para 33,3% entre as meninas e cai para 19% entre os meninos.
O levantamento também analisou a ocorrência de bullying nas escolas. No total, 27,2% dos alunos disseram ter sofrido esse tipo de violência ao menos duas vezes nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre as meninas, o índice chega a 30,1%, enquanto entre os meninos é de 24,3%.
A pesquisa aponta ainda um aumento na frequência e intensidade dos episódios de bullying em diferentes regiões do país, especialmente no Norte e no Nordeste. Entre os principais motivos relatados estão aspectos ligados à aparência física, como rosto e cabelo (30%), além de corpo, cor ou raça, roupas e acessórios. Em 26,3% dos casos, não houve motivo identificado.
O cyberbullying também se destaca como um problema crescente e afeta mais meninas: 16,2% delas relataram esse tipo de agressão, contra 10% dos meninos. Segundo o estudo, a prática é um pouco mais comum em escolas públicas do que em privadas.
Realizada em parceria com o Ministério da Saúde do Brasil e com a colaboração do Ministério da Educação do Brasil, a pesquisa ouviu mais de 150 mil estudantes de escolas públicas e privadas de todas as capitais brasileiras. Criada em 2009, a PeNSE tem como objetivo orientar políticas públicas voltadas à saúde e ao bem-estar dos jovens.
Créditos: rádio agência










