A Romaria de Nossa Senhora Aparecida nasceu sob uma necessidade: a de expressão da fé local. Originalmente com um trajeto de pouco mais de 1 quilômetro, a celebração comemorou sua primeira edição em 12 de outubro de 1981, fruto da organização da, então, Diocese de Passo Fundo.
Quarenta anos depois, a festa do norte gaúcho é a segunda maior romaria para a imagem sacra no país, com um trajeto de sete quilômetros e cerca de 100 mil fiéis que marcham em promessa até a imagem da Santa. Agora, a Romaria está prestes a tornar-se patrimônio cultural e imaterial do município.
Autora do projeto de lei que está em tramitação na Câmara de Vereadores, a vereadora Eva Valéria Lorenzato (PT) pontua que, reconhecer a Romaria como patrimônio da cidade é, além de uma questão de fé, uma forma de manter viva a história da cidade.
“A Romaria, hoje, simboliza não somente a crença dos romeiros, mas é também uma força muito grande para nossa cidade, que recebe milhares de pessoas de toda a região nessa caminhada. Reconhecer esse evento é assinar embaixo de uma cultura que contribui para o nosso desenvolvimento”, comenta a parlamentar.
Para além do projeto de lei, a decisão por tornar a festa um patrimônio da cidade passou por aprovação unânime da Arquidiocese e do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Passo Fundo, pontuando que o município carece de maior valorização de seus bens patrimoniais imateriais.
No parecer emitido pelo conselho, destaca-se que “em estudos anteriores de pesquisadores do Patrimônio Local, a Procissão já aparecia como importante manifestação de cultura, memórias e identidades, o que só reforça sua importância e a coerência da proposta de lei ora votada pela Câmara Municipal de Vereadores.”.
A lei esteve em discussão pela primeira vez na sessão plenária desta quarta-feira (08) e, agora, segue para apreciação das comissões internas da Câmara antes de ser votada.











