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Música nativista gaúcha perde uma de suas grandes vozes: morre Ricardo Martins aos 54 anos Cantor, compositor e violonista santanense faleceu nesta quarta-feira (13), em Santana do Livramento, deixando um legado marcante na cultura regional fronteiriça

A música nativista do Rio Grande do Sul está de luto. Morreu nesta quarta-feira (13), aos 54 anos, o cantor, músico e compositor santanense Ricardo Martins, um dos nomes mais respeitados da música regional fronteiriça.

Natural de Santana do Livramento, Ricardo construiu uma trajetória marcada pelo talento, sensibilidade artística e profundo amor pela cultura gaúcha. Reconhecido como exímio violonista e intérprete de voz intensa e emocionante, tornou-se referência nos festivais nativistas do Estado, conquistando importantes premiações ao longo da carreira.

Entre os destaques de sua caminhada artística está a consagrada vitória na Califórnia da Canção Nativa, em Uruguaiana, considerada uma das mais tradicionais e importantes celebrações da música regional gaúcha.

Nos últimos anos, Ricardo Martins emocionou o público especialmente com a interpretação da canção “Diário de um Fronteiriço”, composição escrita por Erlon Péricles em homenagem à cidade de Santana do Livramento. A música tornou-se símbolo da identidade fronteiriça e reforçou ainda mais a ligação do artista com sua terra natal e com o povo da fronteira.

Além do reconhecimento artístico, Ricardo era lembrado pela simplicidade, humildade e carinho com que tratava amigos, colegas músicos e admiradores. Sua partida gera forte comoção entre familiares, artistas e a comunidade santanense, que hoje se despede de uma das vozes mais marcantes da música regional.

Ricardo Martins faleceu na UTI da Santa Casa de Misericórdia de Santana do Livramento, onde estava internado devido a complicações pulmonares e circulatórias.

Ele deixa uma filha, dois irmãos, familiares, amigos e inúmeros admiradores de sua arte e trajetória.

A despedida de Ricardo Martins representa uma perda irreparável para a cultura gaúcha. Sua voz, seu violão e sua contribuição à música nativista permanecerão eternizados na memória do povo fronteiriço.

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