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Passo Fundo Valley: distrito de inovação inaugura com modelo inédito que transforma aluguel em pesquisa Investimento de R$ 13 milhões viabiliza complexo de 10 hectares voltado à atração de centros corporativos de P&D, com modelo inédito no Sul do Brasil que converte até 75% da ocupação em pesquisa, desenvolvimento e inovação

Passo Fundo (RS), 20 de maio de 2026 — Transformar aluguel em pesquisa aplicada. Essa é a proposta do Passo Fundo Valley – Distrito de Inovação, que será entregue nesta quarta-feira (20) pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Primeiro distrito de inovação planejado do interior do Rio Grande do Sul, o complexo permitirá que empresas instaladas no espaço convertam até 75% do valor pago pela ocupação em projetos de pesquisa aplicada desenvolvidos em parceria com a Universidade.

Viabilizado por R$ 13 milhões — sendo R$ 10 milhões captados em edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e R$ 3 milhões de contrapartida da Fundação Universidade de Passo Fundo (FUPF) —, o Passo Fundo Valley ocupa 10 hectares no Campus I da UPF e amplia em 75% a área dedicada à inovação no parque.

A entrega ocorre no município já consolidado como a 6ª maior economia do Rio Grande do Sul e primeiro do interior do estado classificado pelo Sebrae como ecossistema de inovação em estágio “consolidado”, distinguido também pelo Selo Ouro de Inovação. O Passo Fundo Valley consolida a cidade como referência em inovação universitária fora do eixo das capitais e regiões metropolitanas, colocando Passo Fundo entre os principais ambientes privados-universitários de inovação do Sul do Brasil, em densidade comparável a parques consolidados do Sul como Tecnopuc (5,4 ha), Ágora Tech Park (14 ha) e Tecnosinos (25 ha).

“O Passo Fundo Valley nasce da compreensão de que o desenvolvimento contemporâneo não acontece por acaso nem em silos. Ele é um experimento de inovação descentralizada que o Brasil precisa: trazer ciência, tecnologia e empreendedorismo para o interior do país, ancorados em uma universidade comunitária com seis décadas de raízes no território. Criamos um ambiente onde pesquisa, formação e demandas reais convergem, respondendo tanto aos desafios locais quanto às prioridades estratégicas nacionais, como agtech, bioeconomia, saúde e transformação digital. O Valley prova que o futuro tecnológico do Brasil não cabe em três ou quatro metrópoles, ele se constrói também nas cidades médias do interior, onde a universidade ainda é a principal infraestrutura de pesquisa e a relação com a comunidade é direta.”, afirma Bernadete Dalmolin, reitora da Universidade de Passo Fundo.

34 lotes e um modelo que transforma ocupação em pesquisa

O Passo Fundo Valley oferta 34 lotes urbanizados de 1.000 a 3.000 m² para indústrias de base tecnológica instalarem suas próprias unidades de pesquisa e desenvolvimento. O diferencial está no modelo de Direito Real de Uso por 20 anos prorrogáveis: até 75% do valor da ocupação do terreno pode ser convertido em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação executados em parceria com os laboratórios da universidade. Empresas instaladas contam ainda com sandbox regulatório municipal e incentivos fiscais previstos na Lei Municipal 6.041/2025. Antes da inauguração, corporações já manifestaram interesse formal pelos terrenos.

7 mil m² de infraestrutura

O projeto adicionou mais de 2.900 m² de nova infraestrutura aos 4.000 m² já existentes, elevando para mais de 7.000 m² a área física dedicada à inovação no campus. O complexo passa a contar com salas corporativas, laboratórios avançados, a Arena UPF Parque (150 pessoas), nova incubadora com mais de 500 m², além do Espaço Collab, Coworking e Stage Valley.

Capacidade científica instalada e tração comercial 

A instalação no Passo Fundo Valley dá acesso à Rede Analítica UPF Multi, que reúne mais de 210 laboratórios especializados compartilhados — eliminando a necessidade de a empresa instalada montar estrutura própria para ensaios e laudos regulatórios. As interações de pesquisa e desenvolvimento entre a academia e o mercado resultaram em R$ 4,2 milhões em negociações no último ciclo. A FUPF, mantenedora da UPF, detém 100 ativos de propriedade intelectual vigentes e mais de 150 títulos protegidos.

O ecossistema hoje 

O UPF Parque encerrou o último ciclo com 50 empresas e instituições vinculadas — 17 empresas-âncora residentes, 16 associadas, 11 startups associadas e 7 incubadas — e mais de 80 postos de trabalho diretos. A incubadora Apollo, com 65 mentores voluntários, já graduou 20 empresas e captou mais de R$ 1,5 milhão para negócios incubados nos últimos dois anos.

Estão em estruturação novas frentes de expansão, entre elas o Living Lab — Laboratório de Territórios Inteligentes, voltado a testes em contexto real em Agro Inteligente, Saúde Digital e GovTech; o programa Atlas Discovery, de diagnóstico de maturidade tecnológica corporativa; e a expansão da Associação TecnoAgro, focada em redes de inovação aberta em agronegócio e agroenergia.

Sobre o UPF Parque Científico e Tecnológico

O UPF Parque é o parque científico e tecnológico da Universidade de Passo Fundo (UPF), instituição comunitária com sede em Passo Fundo (RS). Atua na promoção da inovação aplicada, na incubação de startups e na conexão entre pesquisa universitária e mercado, com foco no desenvolvimento socioeconômico do Norte Gaúcho. O complexo opera atualmente em uma área de 4 mil m² no Campus I e passa a contar com mais 2.900 m² com a entrega do Passo Fundo Valley.

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