O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas nesta sexta-feira (29) à decisão dos Estados Unidos de tratar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas internacionais. “Nós não aceitamos ser tratados como moleques. Nós não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”, declarou o presidente durante uma agenda em Sergipe.
Além das críticas ao governo americano, Lula atacou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, que, em uma reunião nesta semana com o presidente americano, Donald Trump, pediu para que PCC e CV fossem considerados grupos terroristas. Segundo Lula, Flávio “não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”.
“Eu tive três horas [de reunião] com o presidente Trump, três horas com ele. Entreguei quatro documentos para eles. Um deles era o combate ao crime organizado. O senhor Marco Rubio [secretário de Estado dos EUA] não estava lá, possivelmente porque ele estivesse preparado para ajudar um filho de um bolsonarista que é candidato à eleição aqui nesse país, que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, criticou o presidente.
“Joaquim Silvério dos Reis [maior símbolo de traição da Inconfidência Mineira] ficaria envergonhado se soubesse que tem um candidato a presidente que vai aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil. Se ele fosse pedir intervenção para prender miliciano, eles ficariam presos lá”, acrescentou.










