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Voluntárias de ONG de proteção animal são agredidas durante vistoria em Sarandi

Uma ação de fiscalização contra maus-tratos a animais terminou em agressão física e ameaças contra duas voluntárias da Asapa Sarandi RS de Proteção aos Animais e uma médica-veterinária. O caso ocorreu na tarde de 12 de julho de 2026 após a equipe flagrar mais de dez aves silvestres mantidas de forma irregular no local.

Em publicação nas redes sociais, a ONG afirmou que a entrada na residência foi autorizada pela proprietária do imóvel, que já acumulava denúncias anteriores relacionadas à criação de cães. Durante a inspeção interna, as integrantes da entidade localizaram os pássaros silvestres sem anilhas de identificação, mantidos em pequenas gaiolas em um ambiente sem iluminação natural. Ao ser questionada sobre a regularização ambiental dos animais e informada de que a Brigada Militar seria acionada devido à posse ilegal de fauna silvestre, a moradora iniciou os ataques físicos.

A agressora danificou o automóvel da instituição, destruiu o aparelho telefônico de uma das integrantes e desferiu mordidas e golpes corporais contra as voluntárias e a veterinária. A mulher ainda utilizou um serrote e pedaços de madeira para ameaçar o grupo antes de fugir do local transportando as aves em seu veículo particular. A Brigada Militar foi acionada e compareceu ao endereço, mas a suspeita já havia deixado a residência.

Antes do início do conflito, a médica-veterinária que acompanhava a ação avaliou os cães que estavam no pátio e constatou que uma fêmea da raça pitbull apresentava baixo escore corporal, indicando peso abaixo do ideal. A equipe orientou a tutora sobre os cuidados e ofereceu o agendamento para o procedimento de castração por meio do projeto municipal Castramóvel.

As vítimas registraram o boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Sarandi e realizaram os exames de corpo de delito para comprovar as lesões corporais sofridas. A equipe da entidade esclarece que a entrada no imóvel ocorreu de maneira consensual a convite da própria moradora, contestando a alegação de invasão de domicílio. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a polícia ambiental foram notificadas para dar andamento às investigações sobre o paradeiro das aves e a responsabilização criminal pelos atos identificados na residência.

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